sete posições publicadas, e nenhuma delas está errada.
O Brasil aparece como 4º e como 5º maior produtor mundial dependendo da fonte, do ano e do que se mede: lavra, exportação em valor ou exportação em volume. Em vez de escolher uma posição, o observatório publica as sete, com o ano e a fonte de cada uma.
a série mundial parou em 2020
faz parte do estudoMundo/Brasil no mundoeste capítulo preserva o detalhamento e as fontes da arquitetura anterior
01as posições
as duas posições do brasil, e por que as duas estão certas
Não há contradição entre quarto e quinto. São rankings diferentes, e no de produção de lavra o Brasil alterna com o Irã por décimos de milhão de tonelada, ano a ano. Ao usar qualquer uma das duas posições, é preciso dizer de qual ranking e de qual ano ela vem. Quem publica só o ordinal está publicando meia informação.
os fluxos de exportação da rocha brasileiramapa de fluxos
—leitura
a distância para a itália é de 1,66 vez, e não é geológica.
O Brasil vende a US$ 699 por tonelada; a Itália, a US$ 1.157. A Itália importa boa parte da matéria que exporta. A diferença é o que acontece entre a lavra e o projeto: nome, coleção, ficha, catálogo, arquivo de obras e presença no repertório do arquiteto.
Fechar metade dessa distância no preço médio brasileiro vale mais do que qualquer aumento plausível de volume, com o principal mercado sob tarifa.
Quer ver essa conta aplicada ao seu portfólio de materiais?
o Brasil é o quarto em peso lavrado, com 5,2% do mundo
A China sozinha lavra 52,5 milhões de toneladas, mais de seis vezes o Brasil. Peso não é o indicador que importa.
China52.500 mil t
Índia27.500 mil t
Turquia11.250 mil t
Brasil8.000 mil t
Irã7.800 mil t
Itália5.250 mil t
Egito5.000 mil t
Espanha4.500 mil t
Estados Unidos3.200 mil t
Portugal2.850 mil t
item
mil t
China
52.500
Índia
27.500
Turquia
11.250
Brasil
8.000
Irã
7.800
Itália
5.250
Egito
5.000
Espanha
4.500
Estados Unidos
3.200
Portugal
2.850
Fonte: Montani, XXXII Rapporto marmo e pietre nel mondo, tabela 7 · dados de 2020 · mil toneladas
preço médio · mundo · 2020
em preço por metro quadrado o Brasil cai para o quinto lugar, atrás de países que lavram menos
A Itália vende a US$ 73,70 e o Brasil a US$ 37,94, quase o dobro. Alemanha e Bélgica, que quase não lavram, vendem mais caro que o Brasil.
Itália73,70 US$/m²
Alemanha67,10 US$/m²
Bélgica61,91 US$/m²
China44,10 US$/m²
Brasil37,94 US$/m²
Grécia35,48 US$/m²
Espanha31,47 US$/m²
Portugal29,68 US$/m²
França26,90 US$/m²
Índia24,63 US$/m²
México20,75 US$/m²
Turquia19,62 US$/m²
item
US$/m²
Itália
73,70
Alemanha
67,10
Bélgica
61,91
China
44,10
Brasil
37,94
Grécia
35,48
Espanha
31,47
Portugal
29,68
França
26,90
Índia
24,63
México
20,75
Turquia
19,62
Fonte: Montani, XXXII Rapporto, dados de 2020 · último ano com tabela comparativa publicada · US$ por m² equivalente
A distância, em duas unidades. Em US$ por m² equivalente, dados de 2020: Itália 73,70 contra Brasil 37,94, uma razão de 1,94 vez. Em US$ por tonelada, dados de 2025: Itália 1.157,40 contra Brasil 699,20, uma razão de 1,66 vez. A unidade muda a conta, a conclusão não.
O Rapporto marmo e pietre nel mondo, de Carlo Montani, encerrou na XXXIII edição, publicada em 2022 com dados de 2021. Não há XXXIV. Nenhuma instituição substituiu a série, e o levantamento do USGS registra literalmente "NA" para a produção mundial de dimension stone em 2024 e 2025. O último total mundial verificável é o de 2020: 155,0 milhões de toneladas líquidas, sobre 318,0 milhões brutos de lavra.
Para o Brasil isso tem uma consequência prática incômoda: qualquer afirmação sobre a posição do país no mundo depende hoje de um dado com cinco anos. Quem apurar e publicar essa comparação outra vez ocupa um espaço vazio.
Stone-ideas.com · USGS Mineral Commodity Summaries, fevereiro de 2026 · Montani, XXXII Rapporto
04destinos
destinos · 1º semestre de 2026
os Estados Unidos ainda levam metade da receita, e caíram 14,45% no semestre
US$ 364,2 milhões de um total de US$ 705,0 milhões. A China cresceu 31,04% no mesmo período e já é o segundo destino.
Estados Unidos364,2 US$ mi
China142,7 US$ mi
Itália49,9 US$ mi
item
US$ mi
Estados Unidos
364,2
China
142,7
Itália
49,9
Fonte: ABIROCHAS Informe 07/2026 · US$ milhões
destino
US$ milhões
participação
variação sobre 1º sem. 2025
Estados Unidos
364,2
51,66%
-14,45%
China
142,7
20,24%
+31,04%
Itália
49,9
7,08%
-15,90%
ABIROCHAS Informe 07/2026
05o mercado americano
indicador
valor
ano
importações de rocha natural de cantaria
US$ 2,0 bilhões
2024 e 2025 estimado
dependência de importação
81% a 82% do consumo aparente, em valor
2024 e 2025
origem das importações, todas as rochas
Brasil 21%, Itália 19%, China 17%, Índia 16%
média de 2021 a 2024
origem das importações, só granito
Brasil 41%, Índia 25%, China 17%, Itália 6%
média de 2021 a 2024
produção americana
2,3 Mt e US$ 460 milhões, 150 empresas e 215 pedreiras em 34 estados
cesta ampliada, rocha natural mais quartzo engenheirado
US$ 3,98 bilhões, queda de 6,2%
2025
Brasil, primeiro fornecedor
US$ 787 milhões, alta de 14,6%, 19,8% do total
2025
quartzito natural
US$ 609 milhões, alta de 47,2%
2025
granito
US$ 571 milhões, queda de 17,3%
2025
quartzo engenheirado
US$ 1,35 bilhão, queda de 16,5%
2025
O quartzito natural cresceu 47,2% no mercado americano no mesmo ano em que o quartzo engenheirado caiu 16,5%. É a primeira vez que a série mostra a pedra natural retomando terreno do sintético em bancada, e é o argumento comercial mais forte disponível hoje para quem tem quartzito.
06o ranking mundial de 2025
os oito maiores exportadores de rocha natural do mundo, 2025
A ordem foi divulgada na assembleia da Confindustria Marmomacchine de 26 de junho de 2026. Só dois valores foram publicados: China e Itália. Do terceiro ao oitavo o valor não é público, e o observatório não estima.
posição
país
exportação em 2025
fonte
1
China
US$ 3.978 milhões
Centro Studi Confindustria Marmomacchine, via StoneTrades
2
Itália
US$ 2.428 milhões
Centro Studi Confindustria Marmomacchine, confirmado na fonte
a régua mundial mudou de mãos, e quase ninguém percebeu.
O Rapporto marmo e pietre nel mondo, de Carlo Montani, encerrou na XXXIII edição, publicada em 2022 com dados de 2021, e nenhuma XXXIV foi publicada. Com isso a produção mundial em toneladas deixou de existir como série: o USGS registra literalmente NA para o total mundial em 2024 e 2025, e o último número verificável continua sendo o de 2020. O comércio mundial, porém, continua rastreado. Quem faz isso hoje é o Centro Studi da Confindustria Marmomacchine, que calcula participação de mercado por país e publica em recortes, país a país, em vez de uma tabela única.
Para qualquer trabalho de 2026 em diante a âncora mundial é a Marmomacchine, não o Montani. A contrapartida é que ela nunca publica a tabela inteira: sai em pedaços, e é preciso remontar.
Precisa da leitura mundial remontada para o seu mercado de destino?
Os sete países que definem o preço da rocha no mundo, cada um com o número mais recente que a fonte nacional ou a Marmomacchine publicou. Nenhum deles é do mesmo ano, e isso é parte da informação.
itália
2025
US$ 2.428 milhões em rochas naturais
Receita total do setor acima de US$ 5 bilhões, alta de 4,6%. Saldo comercial de US$ 2,9 bilhões. Mais de 3.200 empresas e 34.000 empregados. Cerca de 70% da produção é exportada. Preço médio de US$ 1.157,40 por tonelada, máximo histórico.
destinos: Estados Unidos US$ 619,5 mi (+5,8%) · Alemanha US$ 138,2 mi (+12,3%) · França US$ 115,2 mi (−8,1%) · Emirados Árabes US$ 73,7 mi (+3%). Em bloco bruto: China US$ 273,8 mi, cerca de metade de todo o bruto italiano.
Volume subiu 2,2% e valor caiu 15,7%. Granito cerca de 3 Mt e US$ 1,4 bi, queda de 26,7% em valor. Mármore e calcário 1,05 Mt e US$ 1,1 bi. Atenção: este total inclui pedra artificial, portanto não é comparável direto ao número de rocha natural da Marmomacchine.
destinos: Coreia do Sul 1,5 Mt e US$ 817 mi (−41,6%) · Malásia 749 mil t · Estados Unidos 548 mil t e US$ 512 mi (−26,9%)
US$ 2,1 bilhões, com meta de US$ 2,5 bilhões para 2026
Nos sete primeiros meses de 2025 foram US$ 1.135 milhões, alta de 5,4%, sobre 3,3 milhões de toneladas, queda de 2,5%. Preço médio de US$ 343,70 por tonelada, menos da metade do brasileiro. Mármore acabado e semiacabado US$ 562,5 mi (+11,6%), travertino US$ 193,1 mi (+9,1%), bruto US$ 314,4 mi (−5,4%).
destinos: Estados Unidos US$ 273 mi (+12,6%) · China US$ 200 mi (−8,1%) · Índia US$ 69,9 mi · Arábia Saudita US$ 59,9 mi (−10,3%) · França US$ 59,2 mi
É o quarto exportador mundial. Dois terços em produto acabado ou semiacabado e um terço em bruto. Preço médio de US$ 164,20 por tonelada no bruto e US$ 22,90 por metro quadrado no acabado. A década de 2014 a 2024 fechou com queda de 16% em valor, e a projeção para 2025 é de cerca de US$ 1,45 bilhão, o quarto ano seguido de retração.
destinos: China acima de US$ 300 mi (−6,2%) · Estados Unidos US$ 250 mi (−31,4%) · Vietnã US$ 141 mi · Reino Unido US$ 108 mi
O detalhe é mais interessante que o total. Mármore elaborado caiu 3,8% e granito elaborado caiu 8,7%, enquanto mármore bruto subiu 11,2% e granito bruto subiu 16,3%. O bruto sobe e o beneficiado cai, exatamente a mesma inflexão que aparece na Turquia e que o Brasil precisa vigiar.
Queda de 1,08% em valor e de 2,82% em volume, com preço médio de € 268,94 por tonelada, alta de 1,79%. A União Europeia responde por 55,64% das vendas. O detalhe relevante: os Estados Unidos cresceram 57,79% e pagaram cerca de € 1.800 por tonelada, quase sete vezes a média portuguesa.
destinos: França € 55,7 mi (+2,76%) · Espanha € 31,8 mi (+6,36%) · Estados Unidos € 20,6 mi (+57,79%)
É uma meta anunciada pelo ministro da Indústria, não um valor realizado. O valor atual de exportação egípcia de mármore e granito não é divulgado de forma desagregada.
preço médio de exportação · comparação internacional
o gradiente de preço vai de 1 para 7 entre a itália e a índia
Cada linha traz o ano e a fonte próprios, porque não existe mais uma tabela única. A unidade é tonelada, e o dado indiano é de bloco bruto.
Itália · 20251.157 US$ /t
Brasil · 2025699 US$ /t
Brasil · 1º semestre de 2026680 US$ /t
China · 2025526 US$ /t
Turquia · janeiro a julho de 2025344 US$ /t
Portugal · 1º semestre de 2025269 US$ /t
Índia · 2024164 US$ /t
item
US$ /t
Itália · 2025
1.157
Brasil · 2025
699
Brasil · 1º semestre de 2026
680
China · 2025
526
Turquia · janeiro a julho de 2025
344
Portugal · 1º semestre de 2025
269
Índia · 2024
164
Fontes por linha: Confindustria Marmomacchine para Itália, Turquia e Índia · ABIROCHAS para o Brasil · China Stone Material Association para a China, com cálculo do observatório
O que a comparação esconde. A Índia a US$ 164,20 é bloco bruto, e a Itália a US$ 1.157,40 é majoritariamente acabado. A comparação de preço médio mistura estágios de beneficiamento diferentes, e por isso mede posicionamento e não eficiência. O Brasil, a US$ 699,20, está exatamente no meio: exporta bloco e chapa ao mesmo tempo.
09o oriente médio, com número
o oriente médio, finalmente com número
Esta era uma lacuna declarada do observatório desde a primeira versão. Ela está fechada, e a resposta é mais modesta do que a manchete sugere. Em 2025 o Brasil exportou US$ 13,5 milhões para os Emirados Árabes Unidos, alta de 295,8%, US$ 4,2 milhões para Israel, alta de 99,7%, e US$ 889,7 mil para a Arábia Saudita. O mix da região é dominado por quartzito, com 63,3% do valor.
—preste atenção
recorde não é tamanho.
Somados, os três destinos dão cerca de US$ 18,6 milhões, o equivalente a 1,3% dos US$ 1,48 bilhão exportados pelo Brasil em 2025. É recorde, e é base baixíssima. O enquadramento honesto é aposta institucional em construção, não mercado consolidado. Para comparação: a Itália vendeu US$ 73,7 milhões só para os Emirados no mesmo ano, cinco vezes mais que o Brasil.
Arábia Saudita, Emirados e Iraque somam 20,44% do valor do mármore processado que a Turquia exporta. Arábia, Emirados e Catar somam 21,81% do que a China exporta. Os concorrentes diretos já têm um quinto da pauta de mármore processado no Golfo. O Brasil tem 1,3% da sua pauta inteira.
Está avaliando entrar no Golfo e quer dimensionar antes de investir?
a califórnia está prestes a banir a pedra engenheirada
Em 22 de maio de 2026 o conselho de normas de segurança ocupacional da Califórnia votou por avançar uma proposta que proíbe bancadas de pedra engenheirada com mais de 1% de sílica cristalina, na fabricação e na instalação. A pedra natural está explicitamente fora do escopo: granito tem de 10% a 45% de sílica e mármore quase nenhuma, e o vetor de risco identificado é o processo de fabricação da engenheirada, que contém acima de 93%.
Mais de 560 trabalhadores de pedra na Califórnia contraíram silicose, com 31 mortes e 58 transplantes de pulmão desde 2019. A regra ainda precisa de uma segunda votação depois de a Cal/OSHA desenvolver o texto.
A Austrália já proibiu em 2024. No Reino Unido o HSE interditou quatro marmorarias em julho de 2026, planeja mais de mil inspeções no ano e passou a proibir corte a seco de pedra engenheirada. Nos Estados Unidos, no plano federal, OSHA e NIOSH publicaram alerta de risco em 05 de março de 2026 recomendando escolher produtos com o mínimo teor de sílica cristalina, o que é orientação e não proibição. No Brasil a Portaria MTE nº 105 de 29 de janeiro de 2026 alterou o Anexo V da NR-22 sobre poeiras minerais.
—oportunidade de mercado
a pedra natural pode ganhar mercado por regulação, e não por preço.
A regra proposta na Califórnia usa o limiar de 1% de sílica cristalina e exclui a pedra natural de propósito. Se ela passar na segunda votação, cria deslocamento de demanda para rocha natural no maior mercado estadual dos Estados Unidos, exatamente enquanto mármore, granito e ardósia brasileiros pagam 37,5% de sobretaxa.
É a primeira vez em muitos anos que um movimento regulatório empurra a favor da pedra natural. Quem tiver ficha técnica, laudo de sílica e narrativa de origem pronta chega antes na conversa.
O quartzito, que é a pauta brasileira em alta, tem sílica elevada e vai precisar de discurso técnico de segurança no beneficiamento.
Mármore, com quase nenhuma sílica, é o material mais bem posicionado nessa mudança.
Marmoraria que corta a seco vira passivo, no Reino Unido já é proibido e nos Estados Unidos é alvo de alerta federal.
Quer preparar o argumento técnico e comercial do seu material para esse cenário?
Cal/OSHA Standards Board, petição 597 · KQED, 22/05/2026 · AIHA sobre OSHA e NIOSH, 05/03/2026 · HSE via Radio Stone Update, 07/07/2026 · Portaria MTE 105/2026 · www.dir.ca.gov/oshsb/documents/petition-597-CalOSHAeva
11quanto vale o mercado mundial
quanto vale o mercado mundial, e por que ninguém sabe
estimativa
quem publica
escopo e ressalva
US$ 37,89 bilhões em 2025, chegando a US$ 47,63 bilhões em 2030
Mordor Intelligence
estimativa de consultoria, escopo inclui monumentos, pisos, revestimento, paisagismo e bancadas
US$ 10,6 bilhões em 2025, chegando a US$ 16,9 bilhões em 2033
Grand View Research
estimativa de consultoria, escopo não detalhado
cerca de US$ 16 a 17 bilhões em comércio internacional
derivado pelo observatório
a Índia exportou US$ 1,7 bi em 2024 e isso equivale a 10,1% do comércio mundial segundo a Marmomacchine
As duas estimativas de consultoria são irreconciliáveis: uma é 3,6 vezes a outra, e nenhuma expõe metodologia verificável. O único número ancorado em uma medição real é o do comércio internacional, que sai de uma regra de três sobre a participação da Índia. O observatório publica os três e não escolhe.
12o acervo de leituras
como o mundo lê cada país30 leituras publicadas país a país nos relatórios internacionais, cada uma com o seu eixo. É o retrato mais próximo de uma opinião de mercado que o setor deixou registrado antes do fim da série.
itália · preço/valor agregado
"Os dados diferenciados por país confirmam a tradicional liderança da Itália, sinal do reconhecimento de seu profissionalismo, qualidade e serviço, com um preço médio de mais de 75 dólares [por m² equivalente], queda de 3,7% frente ao ano anterior, mas 120% acima do preço médio mundial." Preço mundial médio da amostra de 12 países líderes: US$ 33,68/m².
itália · o que a itália faz que o brasil não faz
"As vendas alemãs e gregas, mas sobretudo as italianas, incluem peças sob medida, obras especiais e de arte funerária, em produtos acabados, que justificam o maior preço em relação às vendas brasileiras, dominadas por chapas, isto é, um produto semiacabado." Ou seja: a Itália vende projeto acabado; o Brasil vende chapa.
itália · marca de origem
"Nesse contexto, é preciso dizer que o 'Made in Italy' ainda é a pedra de toque de todo o setor, tanto no processamento dos materiais quanto nas tecnologias associadas. Essa liderança só pode ser mantida na era do mercado global com o uso de ferramentas cada vez mais eficazes a serviço das empresas." (Maurizio Danese, presidente da Veronafiere).
itália · feira como infraestrutura de marca
Marmomac existe desde 1961, "reunindo e desenvolvendo o legado de um distrito com vocação para o processamento de mármore, granito e pedra natural por dois milênios e meio". A feira transformou-se de evento local em referência nacional e depois global: mais de 67.000 operadores especializados, compradores, designers e arquitetos de quase 150 países por ano. Publica junto o World Natural Stone Report, "a publicação técnica mais aguardada por especialistas e operadores do setor".
itália · estratégia de rentabilidade em vez de volume
"O balanço italiano de 2017 evidencia uma gestão principalmente voltada à rentabilidade, típica de políticas empresariais orientadas ao benefício imediato, que não parece alinhada às de outros países líderes e concorrentes, a começar por Índia e China, onde as opções principais são orientadas em sentido quantitativo." Preço unitário italiano em 2017: mais de 63 euros/m² equivalente, novo máximo, e mais de US$ 100/m² em destinos como Reino Unido, Rússia, EUA e Canadá.
itália · declínio de volume, resistência de preço
Exportação italiana caiu de 3,635 milhões de t (2000, máximo) para 2,524 milhões (2019). Produção caiu de 8,25 milhões de t (1996, 1º lugar mundial) para 5,85 milhões (2019, 6º lugar). Mesmo assim o preço médio dos processados italianos se manteve no topo mundial. Consumo interno italiano perdeu mais de 20 milhões de m² em 20 anos, mais de um terço.
itália · virada para matéria-prima
"Emerge uma mudança estratégica que alcançou uma preferência mais acentuada pela política de bruto": em 2017 blocos e chapas serradas de calcárias chegaram a 49% dos volumes exportados pela Itália e 20,8% do valor, enquanto os processados de valor agregado caíram para 42,4% do volume e 75,4% do valor. Ou seja: a própria Itália está exportando mais bloco, e menos produto acabado, do que fazia.
itália · tecnologia como segundo negócio
A Itália lidera a exportação mundial de máquinas para pedra: US$ 862 milhões em 2019, preço médio de US$ 15,2/kg (contra US$ 16,2 em 2018), "refletindo a qualidade oferecida pela Itália na engenharia de plantas, seu preço permanece consideravelmente mais alto que o dos exportadores concorrentes, incluindo a China". A Itália responde por 65,6% do volume exportado pela UE e 28,2% do fornecimento aos 15 maiores importadores mundiais; nos EUA, mais de 34% das compras de bens de capital.
itália · marketing agressivo nos eua
"Os fabricantes italianos têm investido pesadamente em marketing para conquistar mais espaço no mercado estadunidense e estão conquistando mais divulgação boca a boca entre as partes interessadas do setor." E: "Os italianos tiveram êxito em posicionar seus novos produtos no mercado e espera-se que mantenham seu investimento em feiras, publicidade, revistas especializadas e visitas presenciais aos designers e empreiteiras comerciais."
itália · reputação de qualidade de fabricação nos eua
"A Itália continua a se destacar como o país que oferece a melhor qualidade de fabricação, seguida pelos fabricantes estadunidenses." E: "as empreiteiras estadunidenses acreditam que os fabricantes italianos podem garantir que os produtos acabados serão de alta qualidade". No ranking de rochas high-end importadas pelos EUA, a Itália ocupa a 1ª (Quartzito/Itália) e a 3ª (Mármore/Itália) posições.
china · modelo de negócio
Maior produtora (50 milhões de t, 32,4% do mundo em 2019), maior exportadora em valor (US$ 5,078 bilhões, 26,7%) e maior importadora em volume (13,6 milhões de t). Importa bloco bruto do mundo inteiro e exporta processado: quase toda a exportação é de produto acabado e quase toda a importação é de matéria-prima. Preço médio dos processados chineses em 2019: US$ 34,24/m² (68.02) e menos de US$ 10/m² (68.01).
china · liderança por preço
A queda do faturamento mundial do setor entre 2015 e 2019 (de US$ 22,9 para US$ 19,1 bilhões, -16,3%) deve-se sobretudo à China, que perdeu US$ 2,5 bilhões. "Os maiores produtores e concorrentes figuram nas últimas posições do ranking [de preço]: em ordem decrescente China, Índia e Turquia, com seu compromisso comum com uma política de contenção, ou mesmo redução, das cotações." Impacto da pedra no total exportado pela China: apenas 0,17 por mil (o menor da amostra).
china · substituição de importações
As exportações chinesas caíram de 13,5 milhões de t (2011, máximo) para 9,65 milhões (2019), nível de 2005, porque o desenvolvimento das estruturas nacionais de lavra e beneficiamento absorve a produção internamente. O consumo doméstico chinês passou de 10% para 30% do consumo mundial em 20 anos.
índia · modelo de negócio
Consolidou-se como maior exportadora mundial em volume (12,9 milhões de t em 2019, pico histórico), ultrapassando a China. Mas 77,3% desse volume é granito bruto; o processado de maior valor é só 17,1% do volume. Em valor é a 3ª (US$ 1,865 bilhão), tendo ultrapassado a Turquia e chegado a 6,7% da Itália. O produto acabado, porém, já responde por 56,7% do valor exportado, "o que enfatiza o significado de uma abordagem de valor agregado no desenvolvimento adicional".
índia · custo de mão de obra sob escrutínio
"A produção indiana, particularmente na lavra, beneficiou-se de custos de trabalho muito competitivos e de uma força de trabalho jovem, e por essa razão a indústria tem sido objeto de escrutínio crítico em nível internacional... não parece correto que seu sucesso comercial se baseie em práticas e gestão de trabalho ultrapassadas."
turquia · modelo de negócio
3ª maior produtora mundial, com reservas confirmadas que garantiriam atividade industrial "por alguns milênios" nos níveis atuais de extração. Beneficia-se de "uma ampla gama de materiais exclusivos e tecnologias a custo competitivo, além da presença de uma estrutura de apoio útil em termos de expertise científica altamente qualificada". Exportações cresceram 16x em volume e 18x em valor em 20 anos.
turquia · exporta bruto de propósito
"A Turquia conseguiu diferenciar suas exportações enviando em sua maior parte pedra bruta não processada para países onde o produto pode ser processado e onde, logicamente, esse produto acabado atende a uma necessidade específica do consumidor." Domina a exportação mundial de calcárias brutas com 37,2%. Um sistema de transporte flexível e competitivo, marítimo ou rodoviário, permite atingir Oriente Médio, ex-bloco soviético e Europa. Mesmo assim, o Report aponta que "há oportunidades para uma estratégia industrial focada na transformação".
turquia · peso na economia nacional
A Turquia lidera o ranking de impacto do faturamento de pedra sobre a exportação geral do país: 5,68 por mil em 2019, seguida da Grécia (4,65) e de Portugal (3,73). Isso "demonstra a nova importância (também em termos estratégicos) que a pedra assumiu nos países que melhor compreenderam sua capacidade de impulsionar o desenvolvimento econômico e social".
espanha · modelo de negócio
Enfrenta crise longa em exportação e importação: exportou US$ 766 milhões em 2019, dois quintos abaixo de 2008. "Mas com uma política significativa de valor agregado que deu preferência ao produto acabado, ainda confirmando a tradicional liderança no campo da ardósia." É a líder mundial na exportação de ardósia (US$ 292,7 milhões em 2019). Produção caiu de 4,25 milhões de t em 1996 para 4,85 milhões em 2019 (7º lugar). Preço médio dos processados espanhóis desabou de US$ 46,65/m² (2016) para US$ 30,53/m² (2017).
portugal · contra-tendência
Único caso claramente positivo em 2019: exportações subiram 25,3% frente a 2018, chegando a 2,2 milhões de t (dobro da década anterior), divididas igualmente entre bruto e acabado. Lidera a exportação mundial de processados simples (68.01), "o que favoreceu um bom aproveitamento de materiais de segunda escolha, para óbvia satisfação de compradores particularmente sensíveis ao fator preço". Faturamento +26,6% no quinquênio 2015-2019.
grécia · materiais exclusivos
3º ano seguido acima de 1 milhão de t exportadas. Cerca de quatro quintos são matéria-prima, "graças a uma boa demanda por seus produtos exclusivos, particularmente mármores brancos", tendo a China como principal cliente (634 mil t em 2019). Preço médio dos processados gregos subiu de US$ 37,41/m² (2016) para US$ 44,49/m² (2018), à frente do Brasil.
macedônia do norte · construção de posição a partir do zero
Exportações "quase eufóricas": perto de 200 mil t em 2019, +120% sobre 2016, com "otimização decidida de suas matérias-primas, particularmente as brancas"; valor de mais de US$ 57 milhões, +40%, a cerca de US$ 290/t. Crescimento médio anual de 35,6% em 20 anos, atrás só da Turquia (57,8%).
eua · mercado, não fornecedor
Maior mercado mundial do setor, líder na importação de produtos acabados. Produção nacional próxima de 3 milhões de t/ano, insuficiente; importações de mais de US$ 2,9 bilhões em 2019, das quais 98% são produtos acabados. Preço médio de importação caiu para US$ 43/m² em 2019 (era US$ 50,80 em 2018), "sinal de que a clientela deu precedência ao fator econômico".
italia · valor agregado / preco
O preco medio de exportacao italiano de processados especiais (6802) foi de USD 73,70/m2 equivalente em 2020, o dobro da media mundial (USD 36,55/m2) e o mais alto do mundo, com picos acima de USD 100/m2 nos mercados dos EUA, Russia, Reino Unido e Canada (minimo de USD 27 na China).
italia · valor agregado / preco
Serie do preco medio italiano do 6802: USD 67,58/m2 (2016), 71,69 (2017), 77,98 (2018), 75,08 (2019), 73,70 (2020). Media mundial no mesmo periodo: 36,65 / 32,96 / 33,78 / 33,68 / 36,55.
italia · estrategia
A Italia exporta grande quantidade de rochas processadas em produtos acabados, o que lhe confere notavel vantagem sobre a India: exportou 1/5 do volume fisico indiano em 2019 e faturou 7% mais.
italia · estrategia
Em 2020 a participacao dos processados voltou a mais de 80% do valor exportado pela Italia, com recuperacao de mais de 4 pontos sobre 2019 - confirmacao de uma reorientacao da politica exportadora italiana para o valor agregado, onde os concorrentes tem mais dificuldade de competir com a qualidade. O lucro medio geral chegou a USD 850 por tonelada, novo maximo absoluto.
italia · o que a italia faz e o brasil nao faz
Precificacao pela qualidade e pelo servico: 'This is a sign of appreciation for professionalism, quality and service, with an average price of 73.60 dollars' - o dobro da media mundial. O Brasil pratica preco de media mundial (USD 37,94/m2 em 2020).
italia · o que a italia faz e o brasil nao faz
Lideranca tecnologica: a Italia mantem 27,2% do mercado mundial de importacao de maquinas para rochas (2020), com participacao de 89,6% em Portugal, 56,7% no Reino Unido, 53,6% na Turquia e 32% nos EUA; e o maior fornecedor historico de maquinas ao Brasil. Nos insumos (abrasivos e ferramentas diamantadas) controla um terco do valor da exportacao mundial com preco medio de USD 11/kg, faturando mais que a China com uma fracao do volume.
italia · o que a italia faz e o brasil nao faz
Diversificacao de destinos: a exportacao italiana de processados vai a EUA (26,8%), Alemanha, Suica, Franca e Arabia Saudita - tres paises alem dos dois primeiros compram mais de USD 50 milhoes cada. O Brasil concentra mais de quatro quintos em um unico mercado.
o Brasil visto de fora26 temas sobre a posição brasileira registrados em fonte internacional.
posição no ranking mundial (síntese 2018)
Em 2018 o Brasil ficou em 5º lugar na produção de lavra e na exportação de rochas processadas, 2º no ranking de exportação de granitos brutos, 3º no de ardósias, e 5º no volume físico total das exportações mundiais, com cota de 3,8%. Produção de 8 milhões de t (exclui materiais de uso industrial), 5,4% da produção mundial.
posição no ranking mundial (síntese 2017)
5º maior produtor e beneficiador mundial, 6º maior exportador em volume físico (cota de 4%), 3º lugar na comercialização de ardósias e 2º lugar na comercialização de granitos e quartzitos; principal fornecedor dos EUA, o maior importador mundial de rochas processadas especiais.
posição no ranking mundial (síntese 2016)
Produção equivalente a cerca de 6% do total mundial; exportação atingiu 4,5% do intercâmbio quantitativo e 5,2% do valor, 5º lugar absoluto em ambos os rankings. Produção de lavra de ~8,5 milhões de t, atrás apenas de China, Índia e Turquia.
posição no ranking mundial (síntese 2014)
Produção bruta de 10,2 milhões de t; 4º lugar mundial, atrás de China, Índia e Turquia e à frente da Itália. 5º no ranking mundial de exportação em valor, com 5,5% de market share (contra 5,8% em 2013 e 4,3% em 2001; pico histórico de ~8% em 2007). 4º maior consumidor interno do mundo, com 4% do total.
posição no ranking mundial (2019)
5º maior produtor mundial de rochas e 2º no campo silicático (granitos). Produção de 8,2 milhões de t (5,3% do mundo). Exportou 2,087 milhões de t (6º lugar em volume) e US$ 972,1 milhões (5º lugar em valor, 5,1% do mercado mundial). 2º maior produtor de ardósia do mundo.
perfil de exportação: bloco x processado (2018)
Exportação total 2.140.296 t / US$ 955.685 mil (preço médio US$ 446,52/t). Brutas: 1.015.061 t (47,43% do volume) e US$ 188.047 mil (19,68% do valor), a US$ 185,26/t. Processadas: 1.125.235 t (52,57% do volume) e US$ 767.638 mil (80,32% do valor), a US$ 682,20/t. Ou seja, quase metade do volume sai como bloco mas gera menos de um quinto da receita.
perfil de exportação: bloco x processado (série 2012-2018)
Participação das rochas processadas no VALOR exportado: 77,27% (2012), 77,79% (2013), 80,24% (2014), 82,68% (2015), 82,44% (2016), 82,80% (2017), 80,32% (2018). No VOLUME: 48,00% (2012), 47,25% (2013), 51,61% (2014), 59,29% (2015), 56,94% (2016), 56,73% (2017), 52,57% (2018).
contracorrente mundial
"A exportação brasileira de rochas está agora essencialmente baseada no valor agregado, algo que precisa ser destacado, acima de tudo, pelo contraste com a tendência mundial, que em 2016 mostrou uma brusca inversão em favor das matérias-primas." Em 2018 as brutas voltaram a subir para 47,4% do volume brasileiro, enquanto no mundo as brutas eram 53,4% do comércio.
destinos, rochas brutas
Blocos de granito (25.16): China, Itália, Taiwan e Hong Kong somaram 92% do faturamento; só a China respondeu por 67,5%. Compras chinesas: US$ 119 milhões em 2018 (+3,6% sobre 2017, mas muito abaixo dos US$ 180 milhões de 2013). Itália, 2º destino, caiu para US$ 31 milhões (-52% frente ao máximo de US$ 54 milhões em 2014).
destinos, rochas processadas
Chapas (68.02) para os EUA: US$ 582,3 milhões em 2018 (80,83% do total), queda de 14,1% em valor e 14,4% em peso frente a 2017 (-US$ 100 milhões). Outros destinos: México US$ 28,9 mi (4,01%), Canadá US$ 16,7 mi (2,32%), Espanha US$ 6,9 mi, Colômbia US$ 6,8 mi, Argentina US$ 4,5 mi, Itália US$ 4,4 mi.
destinos, pico histórico nos eua
As vendas de processados aos EUA atingiram o máximo histórico de US$ 783,5 milhões em 2015 (83,64% do total brasileiro) e US$ 781,6 milhões em 2014; em 2019 caíram para US$ 616 milhões, redução de 21,4% frente a 2015.
destinos, ardósia
68.03 em 2018: US$ 41,1 milhões (+6,8% sobre 2017), contracorrente. Reino Unido US$ 14,8 mi, EUA US$ 9,7 mi, Alemanha US$ 2,3 mi, Espanha US$ 1,8 mi, Bélgica US$ 1,4 mi. Mais diversificado que os demais produtos, mas longe dos máximos da década de 2000 (US$ 113,1 milhões em 2008).
concentração como fraqueza apontada
"A concentração de vendas em poucos mercados reduz as oportunidades brasileiras de desenvolvimento frente à concorrência internacional, especialmente a asiática, beneficiada pela competitividade dos preços e por um leque maior de mercados mais próximos e acessíveis."
concentração, leitura do report mundial
"Em larga medida, as exportações do Brasil se baseiam numa estratégia de mercado único priorizado: China, seguida da América do Norte", segurança de condições favoráveis somada ao risco estratégico de uma distribuição toda americana.
estratégia de espera (2017)
O Report XXIX qualifica a postura brasileira como "wait strategy", estratégia de espera, traduzida em contração importante dos investimentos, inclusive os de substituição; e "conservadora", com todas as consequências dessa escolha, nem sempre exclusivamente positivas.
ponto forte, qualidade e exclusividade dos materiais
"O patrimônio mineral existente envolve centenas de pedreiras ativas, muitas das quais fornecedoras de materiais exclusivos no mercado mundial." Em 2018 o parque de beneficiamento já contava com 350 teares multifios diamantados (280 em 2014).
ponto forte, preço médio acima da concorrência
O preço médio das exportações brasileiras de processadas (quase US$ 39/m² equivalente em 2018) foi inferior apenas ao da Itália, Alemanha e Grécia, superando Espanha, Portugal, França, Turquia, Índia e China.
ponto fraco, produto semiacabado
"As vendas alemãs e gregas, mas sobretudo as italianas, incluem peças sob medida, obras especiais e de arte funerária, em produtos acabados, que justificam o maior preço em relação às vendas brasileiras, dominadas por chapas, isto é, um produto semiacabado."
ponto fraco, perda de peso nas exportações do país
A participação das rochas no total exportado pelo Brasil caiu para 0,40‰ em 2018, muito aquém do máximo histórico de 0,76‰ em 2006. Saldo comercial do setor caiu 10%, para US$ 926 milhões.
mercado interno
Consumo interno de 3,190 milhões de t / 59,0 milhões de m² equivalentes em 2018 (71,6% da disponibilidade de manufaturados). Cresceu de 12,3 milhões de m² em 2001 para 59,0 milhões em 2018, quase 5x. Consumo per capita: 315 m² por 100 habitantes (2018). Importações cobrem só cerca de 1-2% do consumo doméstico.
emprego e estrutura
Cerca de 120 mil empregos diretos; cerca de 10 mil empresas (média de 12 empregos por empresa, o triplo da média italiana); pelo menos 400 empresas exportadoras regulares com volume médio de negócios de ~US$ 3,2 milhões cada. Em 2017: ~1.500 pedreiras e pelo menos 2.000 máquinas de transformação básica.
estados produtores
Espírito Santo, Minas Gerais, Ceará e Bahia respondem por 80% do volume de lavra; o Espírito Santo tem também a maioria absoluta da transformação. São Paulo é o principal consumidor doméstico.
crescimento de longo prazo
A produção brasileira quadruplicou em 30 anos, com crescimento médio anual de ~13-14%. Em 1989 eram 1 milhão de t (3,3% do mundo); em 2019, 8,2 milhões (5,3%). Entre os recursos naturais brasileiros, a rocha natural foi o 2º de maior crescimento 1995-2017 (índice 421,7, base 1995=100), atrás apenas do gás natural (924,1) e à frente de gesso, petróleo e ferro.
dependência tecnológica
O Brasil importou US$ 43,3 milhões em máquinas (cód. 84.64) em 2018, ainda US$ 105 milhões abaixo de 2013 (US$ 148,1 milhões). Itália lidera com 38,90% do valor (era 73,93% em 2007), China subiu para 27,65%. Em quantidade a China já é a 1ª (2.992 t contra 1.069 t da Itália). Exportação brasileira de tecnologia: US$ 4,95 milhões em 2018 (máximo histórico), ~11% do que importa.
insumos e consumíveis
Importação de fios diamantados e afins (cód. 68.04): US$ 180 milhões em 2018 (+7,4%), perto do recorde de US$ 184 milhões de 2013. China é a principal fornecedora, à frente de Itália, Portugal e Alemanha; em 2013 a vantagem chinesa sobre a Itália era de 6%, em 2016 de 28% e em 2017 de 36%. Exportação brasileira de consumíveis: US$ 36 milhões em 2018.
concorrência interna: cerâmica e pedra artificial
Importações brasileiras de rochas 'artificiais' já ultrapassaram, em valor e volume físico, as importações de rochas naturais (2018). Importação de cerâmicos: US$ 260 milhões em 2018 (+20,3%), liderada pela China (~30%). "A maior preocupação é atualmente suscitada pelos revestimentos cerâmicos e, particularmente, os porcelanatos de grandes formatos, que têm demonstrado uma forte base industrial de promocional."
Montani, Rapporto marmo e pietre nel mondo · ABIROCHAS, Cenário Mundial · USGS · Confindustria Marmomacchine