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observatório · brasil · edição agosto de 2026

A pedra brasileira, por inteiro.

Produção, exportação, consumo interno, estados, jazidas e empresas organizados como uma única narrativa: primeiro a escala, depois o tempo, o território e por fim a conexão com o mundo.

corte em 08 de agosto de 2026102 meses de série mensal27 estadossete capítulos profundos
US$ 1,48 biexportação em 2025

Recorde histórico, com 2,111 milhões de toneladas embarcadas.

10,62 Mtprodução em 2025

Alta de 1,1% sobre 2024.

74%fica no Brasil

7,87 milhões de toneladas consumidas internamente.

125países de destino

Alcance das exportações brasileiras.

visão de conjunto

O Brasil não é um painel. É uma cadeia territorial.

A leitura começa pelo tamanho do setor, acompanha a série histórica, desce para os estados e chega às jazidas e empresas. Só depois volta a subir para os mercados de destino.

Os capítulos detalhados continuam disponíveis e preservam todas as tabelas, divergências, fontes e notas da versão anterior.

01
Escala

O tamanho vem antes da interpretação.

A indústria brasileira combina mercado interno dominante com uma operação exportadora recorde. O primeiro capítulo estabelece a ordem de grandeza antes de discutir onde o valor é capturado.

exportação 2025
US$ 1,48bi
Recorde histórico. 2,111 Mt.
ABIROCHAS Informe 12/2025
produção 2025
10,62Mt
Alta de 1,1% sobre 2024.
ABIROCHAS Informe 01/2026
consumo interno
7,87Mt
74% de tudo o que o país produz.
ABIROCHAS Informe 01/2026
destinos
125países
Alcance das exportações brasileiras.
Centrorochas, Dados do Setor

O número sozinho não explica o setor.

O recorde de exportação convive com diferenças importantes entre volume, preço médio e tipo de produto. A página de Panorama mantém os oito indicadores, a divergência ABIROCHAS × Centrorochas e as correções metodológicas já publicadas.

ler o panorama completo
02
Tempo

O setor muda mês a mês, não apenas de um ano para outro.

A série mensal permite enxergar sazonalidade, choques e mudanças de preço que desaparecem quando o dado é reduzido ao total anual.

jan/2018 a jun/2026
valor exportado mês a mês
a linha completa preserva os 102 meses da base
US$ 0 mi US$ 41 mi US$ 82 mi US$ 122 mi US$ 163 mi 201820192020202120222023202420252026
Base mensal consolidada do Observatório · Comex Stat/ABIROCHAS conforme notas da série

A série completa é um capítulo do estudo do setor.

Ali estão valor, volume, preço por tonelada, sazonalidade e as observações de revisão. Nada foi condensado ou eliminado nesta reorganização.

abrir o estudo do setor em números
03
Território

O Brasil da pedra é uma geografia desigual.

Produção mineral, beneficiamento e exportação não acontecem necessariamente no mesmo estado. Por isso a leitura territorial precisa separar origem geológica, empresa, processamento e saída comercial.

AcreAlagoasAmazonasAmapáBahiaCearáDistrito FederalEspírito SantoGoiásMaranhãoMinas GeraisMato Grosso do SulMato GrossoParáParaíbaPernambucoPiauíParanáRio de JaneiroRio Grande do NorteRondôniaRoraimaRio Grande do SulSanta CatarinaSergipeSão PauloTocantins
menosmais sem registro no levantamento, não é zero clique num estado para abrir a ficha
ABIROCHAS · exportação estadual 2025 nos estados individualmente publicados; demais estados seguem a regra de ausência de registro, não zero.
estado por estadoatlas das jazidasdiretório de empresas
04
Do Brasil ao mercado

A geografia de origem termina onde a geografia de destino começa.

Estados Unidos, China e Itália explicam grande parte da receita externa recente, mas cada destino compra uma combinação diferente de produto, valor agregado e material.

destinovalor 2025participação
Estados UnidosUS$ 795 milhões53,6%
ChinaUS$ 260,1 milhões17,5%
ItáliaUS$ 117,7 milhõesalta de 42,2%

Daqui a leitura continua em Mundo.

Brasil não desaparece dos rankings globais. Ele continua comparável aos demais exportadores, mas ganha uma área própria porque sua cadeia exige muito mais detalhe do que uma ficha de país.

continuar para Mundo
análise crítica

O que amano vê daqui.

Leitura independente sobre o que a escala brasileira mostra, e sobre onde o valor se forma dentro do território.

leitura de amano

O Brasil tem a matéria e não tem o vocabulário. As 206 variedades catalogadas, os 107 produtores com ficha e as 75 relações documentadas entre pedra e obra descrevem um país com repertório material grande e repertório documental pequeno.

A geografia econômica não coincide com a geologia. O Espírito Santo responde por 78,4% do valor exportado e não é onde a maior parte da rocha nasce. Estado exportador não é estado de origem, e confundir os dois é o erro mais comum ao ler o setor pelo dado de comércio exterior.

o que está funcionando
  • A base de origem está estruturada: material, jazida, empresa e processo minerário são entidades separadas, e o vínculo entre elas é declarado ou ausente, nunca presumido.
  • As cinco indicações geográficas de rocha estão confirmadas na ficha do próprio INPI, com número de processo, espécie e data.
onde está a fragilidade
  • De dezesseis materiais investigados, quinze não têm processo minerário fechado em fonte pública.
  • Cinco estados prioritários não têm atlas de rocha localizado no recorte atual.
  • A relação entre pedra e obra tem 75 arestas documentadas, o que é pouco para um país com 206 variedades comerciais.
a contradição central

O país conhece milhares de processos minerários e centenas de materiais, e ainda não consegue ligar a maioria deles à mesma pedra.

o que o mercado precisa construir
  1. Fechar o vínculo entre material e processo minerário É o elo que falta para que origem deixe de ser declaração e vire prova.
  2. Cobrir os cinco estados sem atlas Minas Gerais, Paraná, Goiás, Piauí e Rio de Janeiro.
  3. Ampliar o repertório documentado de obra Setenta e cinco relações não sustentam um argumento de especificação.
radar
0 a 12 meses
  • Novos pedidos de indicação geográfica de rocha no INPI.
1 a 3 anos
  • Publicação de atlas estadual nos cinco estados sem cobertura.
3 a 5 anos
  • Se o vínculo material e processo minerário passa a ser exigido em compra pública.
oportunidade, leitura de amano

Documentar origem é barato perto de extrair pedra, e é o que separa material com nome de material com preço. O país já tem a matéria; o que falta é o registro que permite a um comprador citar uma rocha brasileira pelo nome dentro de um projeto.

onde podemos construir junto

A atuação abaixo deriva das fragilidades apontadas acima nesta mesma página. Não é relação de serviços.

  • Origem documentada. Reconstruir o vínculo entre material, jazida e processo, com o estado de evidência declarado campo a campo.
  • Repertório. Levantar e documentar a relação entre um material e as obras em que ele foi especificado, com o tipo de evidência de cada uma.

O Brasil tem a pedra. O valor é construído depois dela.