A pedra brasileira, por inteiro.
Produção, exportação, consumo interno, estados, jazidas e empresas organizados como uma única narrativa: primeiro a escala, depois o tempo, o território e por fim a conexão com o mundo.
Recorde histórico, com 2,111 milhões de toneladas embarcadas.
Alta de 1,1% sobre 2024.
7,87 milhões de toneladas consumidas internamente.
Alcance das exportações brasileiras.
O Brasil não é um painel. É uma cadeia territorial.
A leitura começa pelo tamanho do setor, acompanha a série histórica, desce para os estados e chega às jazidas e empresas. Só depois volta a subir para os mercados de destino.
Os capítulos detalhados continuam disponíveis e preservam todas as tabelas, divergências, fontes e notas da versão anterior.
O tamanho vem antes da interpretação.
A indústria brasileira combina mercado interno dominante com uma operação exportadora recorde. O primeiro capítulo estabelece a ordem de grandeza antes de discutir onde o valor é capturado.
O número sozinho não explica o setor.
O recorde de exportação convive com diferenças importantes entre volume, preço médio e tipo de produto. A página de Panorama mantém os oito indicadores, a divergência ABIROCHAS × Centrorochas e as correções metodológicas já publicadas.
ler o panorama completoO setor muda mês a mês, não apenas de um ano para outro.
A série mensal permite enxergar sazonalidade, choques e mudanças de preço que desaparecem quando o dado é reduzido ao total anual.
A série completa é um capítulo do estudo do setor.
Ali estão valor, volume, preço por tonelada, sazonalidade e as observações de revisão. Nada foi condensado ou eliminado nesta reorganização.
abrir o estudo do setor em númerosO Brasil da pedra é uma geografia desigual.
Produção mineral, beneficiamento e exportação não acontecem necessariamente no mesmo estado. Por isso a leitura territorial precisa separar origem geológica, empresa, processamento e saída comercial.
A geografia de origem termina onde a geografia de destino começa.
Estados Unidos, China e Itália explicam grande parte da receita externa recente, mas cada destino compra uma combinação diferente de produto, valor agregado e material.
| destino | valor 2025 | participação |
|---|---|---|
| Estados Unidos | US$ 795 milhões | 53,6% |
| China | US$ 260,1 milhões | 17,5% |
| Itália | US$ 117,7 milhões | alta de 42,2% |
Daqui a leitura continua em Mundo.
Brasil não desaparece dos rankings globais. Ele continua comparável aos demais exportadores, mas ganha uma área própria porque sua cadeia exige muito mais detalhe do que uma ficha de país.
continuar para MundoO que amano vê daqui.
Leitura independente sobre o que a escala brasileira mostra, e sobre onde o valor se forma dentro do território.
O Brasil tem a matéria e não tem o vocabulário. As 206 variedades catalogadas, os 107 produtores com ficha e as 75 relações documentadas entre pedra e obra descrevem um país com repertório material grande e repertório documental pequeno.
A geografia econômica não coincide com a geologia. O Espírito Santo responde por 78,4% do valor exportado e não é onde a maior parte da rocha nasce. Estado exportador não é estado de origem, e confundir os dois é o erro mais comum ao ler o setor pelo dado de comércio exterior.
- A base de origem está estruturada: material, jazida, empresa e processo minerário são entidades separadas, e o vínculo entre elas é declarado ou ausente, nunca presumido.
- As cinco indicações geográficas de rocha estão confirmadas na ficha do próprio INPI, com número de processo, espécie e data.
- De dezesseis materiais investigados, quinze não têm processo minerário fechado em fonte pública.
- Cinco estados prioritários não têm atlas de rocha localizado no recorte atual.
- A relação entre pedra e obra tem 75 arestas documentadas, o que é pouco para um país com 206 variedades comerciais.
O país conhece milhares de processos minerários e centenas de materiais, e ainda não consegue ligar a maioria deles à mesma pedra.
- Fechar o vínculo entre material e processo minerário É o elo que falta para que origem deixe de ser declaração e vire prova.
- Cobrir os cinco estados sem atlas Minas Gerais, Paraná, Goiás, Piauí e Rio de Janeiro.
- Ampliar o repertório documentado de obra Setenta e cinco relações não sustentam um argumento de especificação.
- Novos pedidos de indicação geográfica de rocha no INPI.
- Publicação de atlas estadual nos cinco estados sem cobertura.
- Se o vínculo material e processo minerário passa a ser exigido em compra pública.
Documentar origem é barato perto de extrair pedra, e é o que separa material com nome de material com preço. O país já tem a matéria; o que falta é o registro que permite a um comprador citar uma rocha brasileira pelo nome dentro de um projeto.
A atuação abaixo deriva das fragilidades apontadas acima nesta mesma página. Não é relação de serviços.
- Origem documentada. Reconstruir o vínculo entre material, jazida e processo, com o estado de evidência declarado campo a campo.
- Repertório. Levantar e documentar a relação entre um material e as obras em que ele foi especificado, com o tipo de evidência de cada uma.
O Brasil tem a pedra. O valor é construído depois dela.