o vizinho que ninguém mede.
A América Latina comprou US$ 91,6 milhões em rocha ornamental brasileira em 2025, 8,5% de tudo que o Brasil exportou na posição de pedra trabalhada. Não existe nenhuma estatística consolidada do setor para a região: para montar este quadro foi preciso ir país por país, e mesmo assim quase nenhum deles publica quanto produz. O que segue é o que existe com fonte.
| item | US$ mi |
|---|---|
| méxico | 53,70 |
| argentina | 8,98 |
| colômbia | 6,13 |
| república dominicana | 5,14 |
| paraguai | 2,84 |
| equador | 2,48 |
| costa rica | 2,24 |
| uruguai | 2,05 |
| peru | 1,38 |
| honduras | 1,21 |
| porto rico | 1,13 |
| panamá | 1,06 |
| bolívia | 1,00 |
| guatemala | 0,66 |
| país | 2025, US$ | 2025, toneladas | 2024, US$ | variação |
|---|---|---|---|---|
| méxico américa do norte | 53.701.241 | 74.755,5 | 52.073.101 | +3,1% |
| argentina américa do sul | 8.975.659 | 15.878,2 | 5.355.905 | +67,6% |
| colômbia américa do sul | 6.134.448 | 13.642,0 | 6.016.554 | +2,0% |
| república dominicana caribe | 5.141.765 | 10.171,4 | 5.608.377 | -8,3% |
| paraguai américa do sul | 2.841.007 | 6.717,5 | 2.306.391 | +23,2% |
| equador américa do sul | 2.481.869 | 3.449,8 | 1.958.086 | +26,7% |
| costa rica américa central | 2.241.436 | 1.570,5 | 1.724.425 | +30,0% |
| uruguai américa do sul | 2.054.139 | 4.442,6 | 1.690.429 | +21,5% |
| peru américa do sul | 1.384.081 | 2.109,3 | 1.508.199 | -8,2% |
| honduras américa central | 1.213.527 | 1.918,8 | 1.434.584 | -15,4% |
| porto rico caribe | 1.133.788 | não tabulado | 683.272 | +65,9% |
| panamá américa central | 1.063.054 | 1.164,7 | 897.522 | +18,4% |
| bolívia américa do sul | 996.881 | 2.060,0 | 1.380.508 | -27,8% |
| guatemala américa central | 659.885 | 848,1 | 677.516 | -2,6% |
| jamaica caribe | 597.171 | 566,2 | 419.787 | +42,3% |
| chile américa do sul | 536.441 | 899,0 | 745.745 | -28,1% |
| venezuela américa do sul | 528.897 | 1.078,5 | 372.375 | +42,0% |
| belize américa central | 318.800 | 837,0 | 212.138 | +50,3% |
| el salvador américa central | 283.986 | 511,0 | 446.525 | -36,4% |
| nicarágua américa central | 181.149 | 288,3 | 267.580 | -32,3% |
| barbados caribe | 134.553 | 79,5 | 97.952 | +37,4% |
| trinidad e tobago caribe | 49.950 | 67,9 | 107.376 | -53,5% |
| bahamas caribe | 48.120 | 53,0 | 30.605 | +57,2% |
| cuba caribe | — | não tabulado | — | — |
| total da região | 91.568.059 |
em cinco países da região, mais de um terço da pedra importada é brasileira.
Cada país declara quanto importou de pedra trabalhada e de quem. Confrontar as duas colunas mostra onde o Brasil já ganhou e onde nem entrou. No Paraguai são 85 de cada 100 dólares; no Chile, 6.
| país | ano | o mercado importa, US$ | comprado do Brasil, US$ | fatia do Brasil |
|---|---|---|---|---|
| paraguai | 2025 | 4.057.163 | 3.453.351 | 85,1% |
| honduras | 2024 | 2.524.380 | 1.175.332 | 46,6% |
| méxico | 2025 | 161.681.243 | 65.358.289 | 40,4% |
| uruguai | 2024 | 4.889.640 | 1.891.040 | 38,7% |
| argentina | 2025 | 22.717.116 | 8.190.476 | 36,1% |
| colômbia | 2025 | 26.353.644 | 7.946.572 | 30,2% |
| equador | 2024 | 10.805.672 | 2.199.445 | 20,4% |
| bolívia | 2025 | 5.417.454 | 989.718 | 18,3% |
| belize | 2025 | 1.373.566 | 250.874 | 18,3% |
| guatemala | 2025 | 4.173.535 | 729.517 | 17,5% |
| costa rica | 2024 | 10.136.845 | 1.283.463 | 12,7% |
| peru | 2024 | 10.400.546 | 1.323.786 | 12,7% |
| panamá | 2025 | 11.746.933 | 1.003.525 | 8,5% |
| el salvador | 2025 | 3.948.364 | 262.322 | 6,6% |
| chile | 2025 | 10.133.207 | 615.221 | 6,1% |
| nicarágua | 2024 | 5.096.908 | 287.339 | 5,6% |
| barbados | 2025 | 2.221.415 | 121.241 | 5,5% |
| trinidad e tobago | 2025 | 2.709.060 | 114.134 | 4,2% |
| jamaica | 2025 | 6.080.711 | 251.159 | 4,1% |
o mercado mais brasileiro da américa latina é o paraguai.
O Paraguai compra 85,1% da sua pedra trabalhada do Brasil, o México 40,4%, a Argentina 36,1%, o Uruguai 38,7% e Honduras 46,6%. Não é presença de marca, é adjacência: o Brasil vende porque está perto e porque tem o material. Em nenhum desses países existe catálogo brasileiro, coleção nomeada ou repertório de obra publicado.
Do outro lado da mesma tabela: Chile 6,1%, Jamaica 4,1%, Trinidad e Tobago 4,2%, El Salvador 6,6%. Nesses mercados quem manda é a China e a Turquia, e o que decide é preço.
- Onde a fatia já é alta, o trabalho é subir preço médio, não volume: nome, ficha, coleção e obra.
- Onde a fatia é baixa, disputar por preço contra a China é perder. A entrada é por especificação de arquiteto.
- A Argentina é o único país da região que compra bloco bruto brasileiro em escala, 5.354,7 toneladas em 2025. Bloco bruto que sai do Brasil é margem que fica na Argentina.
Quer o desenho de entrada para um desses mercados, com material, preço e argumento?
falar com amanoo méxico virou o primeiro fornecedor de travertino do brasil
Em 2020 o Brasil comprou US$ 1,70 milhão de travertino serrado mexicano. Em 2025 comprou US$ 8,89 milhões, 5,2 vezes mais, e o México passou a Turquia. É o único fluxo de rocha da América Latina para o Brasil que tem escala: dos US$ 10,4 milhões que o Brasil importou da região em 2025, US$ 9,5 milhões são travertino mexicano.
| item | US$ mi |
|---|---|
| 2020 | 1,70 |
| 2021 | 3,31 |
| 2022 | 4,51 |
| 2023 | 5,81 |
| 2024 | 5,84 |
| 2025 | 8,89 |
| origem | US$ | toneladas | US$ por tonelada |
|---|---|---|---|
| méxico | 8.886.761 | 19.657,7 | 452 |
| turquia | 7.376.821 | 18.994,3 | 388 |
| itália | 1.553.094 | 2.858,0 | 543 |
| china | 422.367 | 774,9 | 545 |
| portugal | 206.093 | 329,7 | 625 |
| origem | US$ | toneladas | US$ por tonelada |
|---|---|---|---|
| turquia | 6.194.448 | 15.874,6 | 390 |
| méxico | 5.844.832 | 13.042,3 | 448 |
| itália | 1.294.599 | 1.746,1 | 741 |
o brasil virou comprador de mármore, e a conta é boa para o vendedor.
O Brasil exporta pedra a US$ 699 por tonelada e importa travertino mexicano a US$ 452. Parece vantagem, mas o travertino entra para ser beneficiado e revendido dentro do país, em acabamento e formato que o mercado brasileiro pede e a lavra nacional não entrega. É demanda de projeto que a rocha brasileira não está atendendo.
O México não vende isso ao Brasil por acaso: 57% de toda a sua exportação de bloco serrado de travertino vem para cá, e outros 34% vão para a China. O Brasil é o principal cliente do travertino mexicano no mundo.
Quer entender que demanda de material o mercado brasileiro está importando?
falar com amanoFora o travertino mexicano, a região inteira vendeu ao Brasil US$ 974,7 mil em 2025, e US$ 859,7 mil disso ainda é México. Argentina, Uruguai e Colômbia somam US$ 114,9 mil, o equivalente a um contêiner e meio.
| origem | posição | US$ | toneladas |
|---|---|---|---|
| méxico | 2515, mármore e travertino em bruto | 9.455.411 | 19.805,7 |
| méxico | 6802, pedra trabalhada | 859.747 | 1.100,3 |
| argentina | 2515, mármore e travertino em bruto | 51.752 | 148,6 |
| uruguai | 2515, mármore e travertino em bruto | 18.494 | 23,5 |
| colômbia | 6802, pedra trabalhada | 44.685 | 73,7 |
rondônia não importa nada pela fronteira
Rondônia aparece como grande importadora de rocha e a hipótese natural era bloco boliviano ou peruano entrando por via terrestre. O dado refuta. A Bolívia exportou 777,3 toneladas de rocha trabalhada para o mundo inteiro em 2024, 99,6% delas para a China, e vendeu 27 toneladas de bloco ao Brasil. O Peru exportou 125 quilos na posição 2515, para o Chile. Rondônia sozinha importou 38,7 mil toneladas. A diferença é de mais de mil vezes.
O material é travertino turco e mexicano, e a razão é fiscal. O PRODERO, criado pela Lei estadual de Rondônia nº 1.473 de 13 de maio de 2005, concede crédito presumido de ICMS de 85% na saída interestadual de mercadoria importada, e o artigo 2º, §4º dispensa o trânsito físico pelo estado. Rondônia é domicílio fiscal, não porta de entrada. É guerra fiscal dos portos, da mesma família do FUNDAP capixaba e dos TTD catarinenses.
| fluxo | US$ | volume | observação |
|---|---|---|---|
| travertino mexicano com destino declarado em Rondônia, 2025 | US$ 6.190.129 | 13.614,6 t | 69,7% de todo o travertino mexicano vendido ao Brasil |
| exportação boliviana de rocha trabalhada para o mundo, 2024 | US$ 1.362.802 | 777,3 t | 99,6% para a China |
| exportação boliviana de bloco para o Brasil, 2024 | US$ 18.900 | 27,0 t | — |
o mapa da importação brasileira de rocha é um mapa fiscal, não geográfico.
Rondônia não tem porto, não faz fronteira com nenhum país exportador de rocha e mesmo assim aparece como grande importadora. O que a coloca ali é o crédito presumido de ICMS de 85% e a dispensa de trânsito físico. Qualquer leitura de mercado que trate unidade da federação de destino como lugar de consumo vai errar.
Vale para a leitura do concorrente e vale para a própria empresa: comparar a sua operação com um número de UF sem saber que ele é fiscal produz decisão errada sobre onde está a demanda.
Precisa separar o que é demanda real do que é domicílio fiscal na sua leitura de mercado?
falar com amanoVinte e quatro fichas. Onde está escrito que não foi encontrado, foi procurado.
américa do norte
méxico
40,4% do mercado é brasileiroUS$ 53.701.241 comprados do Brasil em 2025
O México é importador líquido de rocha trabalhada: importou US$ 161,7 milhões e exportou US$ 78,1 milhões em 2025. A exportação mexicana de rocha trabalhada vai 99% para os Estados Unidos. A exportação de bloco serrado de travertino vai 57% para o Brasil e 34% para a China.
- materiais
- travertino e mármore da Comarca Lagunera (Coahuila, Durango, Zacatecas), travertino e ônix de Puebla (Tepeaca e Tepexi de Rodríguez), cantera
- associação setorial
- Clúster de la Industria del Mármol y el Ónix de Puebla, de alcance estadual. Não existe associação nacional equivalente à ABIROCHAS.
- produção nacional
- O Servicio Geológico Mexicano reporta zero tonelada de rochas dimensionáveis em 2024, contra 504.659 t em 2022. É quebra de cobertura estatística, não colapso de mercado: a categoria cantera cai de 1.892.269 t para 450 t no mesmo intervalo. A série mexicana de produção é inutilizável a partir de 2023.
américa do sul
argentina
36,1% do mercado é brasileiroUS$ 8.975.659 comprados do Brasil em 2025
A Argentina não exportou nenhuma rocha na posição 2515 em 2024. Em 2025 comprou 5.354,7 t de bloco bruto brasileiro na posição 2516, um fluxo de matéria bruta que não aparece nos demais países da região.
- materiais
- travertino andino de San Juan, ônix, granito Sierra Chica
- associação setorial
- Cámara del Mármol, Piedra y Granito de la República Argentina
- produção nacional
- Não há série de produção de rocha ornamental. O emprego registrado em "Minerales industriales, rocas de aplicación y otros" foi de 13.727 postos em 2024, segundo o SIACAM da CAEM, mas o recorte mistura rocha ornamental com agregados.
colômbia
30,2% do mercado é brasileiroUS$ 6.134.448 comprados do Brasil em 2025
A Colômbia é o maior mercado importador de rocha trabalhada da América do Sul e respondeu por 30,2% do valor importado em 2025 vindo do Brasil. Em 2024 o Brasil era o primeiro fornecedor, com 32%.
- materiais
- não há inventário público de materiais comerciais
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
paraguai
85,1% do mercado é brasileiroUS$ 2.841.007 comprados do Brasil em 2025
É o mercado mais brasileiro da América Latina: 85,1% de tudo que o Paraguai importou de rocha trabalhada em 2025 veio do Brasil. Também compra bloco bruto nas posições 2515 e 2516.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
equador
20,4% do mercado é brasileiroUS$ 2.481.869 comprados do Brasil em 2025
Compra rocha trabalhada do Brasil e do Peru. O Brasil tinha 20,4% do mercado equatoriano em 2024.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
uruguai
38,7% do mercado é brasileiroUS$ 2.054.139 comprados do Brasil em 2025
Exporta US$ 807,4 mil na posição 2516, quase tudo em bloco para a China. O produto nobre uruguaio é dolerito, não granito. Ao mesmo tempo, 38,7% da rocha trabalhada que o Uruguai importou em 2024 veio do Brasil.
- materiais
- dolerito, comercializado como Negro Absoluto e Negro Oriental, acima de US$ 1.000 por metro cúbico
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
peru
12,7% do mercado é brasileiroUS$ 1.384.081 comprados do Brasil em 2025
O Peru é o segundo exportador de rocha trabalhada da América do Sul, US$ 7,12 milhões em 2024, com destino aos Estados Unidos, ao Equador e ao Panamá. Não vende nada ao Brasil: sua exportação total na posição 2515 em 2024 foi de 125 quilos, para o Chile.
- materiais
- travertino de Junín, que responde por 98% da exportação peruana de mármore travertino
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
bolívia
18,3% do mercado é brasileiroUS$ 996.881 comprados do Brasil em 2025
A Bolívia exportou 777,3 toneladas de rocha trabalhada no mundo inteiro em 2024, 99,6% para a China, e vendeu 27 toneladas de bloco ao Brasil. É importadora líquida de rocha brasileira.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
chile
6,1% do mercado é brasileiroUS$ 536.441 comprados do Brasil em 2025
O chamado mármore Carrara chileno não sustenta lavra: as ocorrências patagônicas estão em áreas de proteção. O Chile compra 55% da sua rocha trabalhada da China. O Brasil é o terceiro fornecedor, com 6,1%.
- materiais
- mármore da Patagônia, em áreas protegidas e sem lavra comercial
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
venezuela
US$ 528.897 comprados do Brasil em 2025
A Venezuela não reporta ao UN Comtrade. O fluxo só é visível pelo espelho brasileiro, que registra alta de 42% em valor em 2025.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
américa central
costa rica
12,7% do mercado é brasileiroUS$ 2.241.436 comprados do Brasil em 2025
Foi o mercado da região que mais cresceu para o Brasil em 2025, alta de 30% em valor, puxada pela subposição 680299.
- materiais
- calcário de uso ornamental, citado no diagnóstico da Dirección de Geología y Minas mas nunca quantificado
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- A Dirección de Geología y Minas registra 967.792 m³ de calcário agregando cimento, uso agrícola e uso ornamental, sem separar. O diagnóstico disponível é de 2016 e 2017.
honduras
46,6% do mercado é brasileiroUS$ 1.213.527 comprados do Brasil em 2025
Honduras é o mercado onde o Brasil tem a maior fatia da América Central: 46,6% do valor importado em 2024.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
panamá
8,5% do mercado é brasileiroUS$ 1.063.054 comprados do Brasil em 2025
O Panamá é entreposto. A Zona Libre de Colón faz com que 7,2% das importações panamenhas de rocha trabalhada em 2025 apareçam com o próprio Panamá como país de origem, o que é reexportação. O UN Comtrade não separa consumo interno de trânsito.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
guatemala
17,5% do mercado é brasileiroUS$ 659.885 comprados do Brasil em 2025
A Guatemala é o único país da América Central que exporta rocha trabalhada para dentro da própria região, US$ 655,2 mil para El Salvador em 2025.
- materiais
- jade da região do Motagua, fora das posições 2515, 2516 e 6802
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- O Anuario Estadístico Minero 2023 do Ministerio de Energía y Minas não itemiza mármore, granito, travertino nem jade na tabela de minerais não metálicos.
belize
18,3% do mercado é brasileiroUS$ 318.800 comprados do Brasil em 2025
O México é o primeiro fornecedor de Belize com 28,1% e o Brasil o terceiro com 18,3%. O Brasil também vende bloco bruto de granito, 625,9 t em 2025.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
el salvador
6,6% do mercado é brasileiroUS$ 283.986 comprados do Brasil em 2025
16,6% da rocha trabalhada importada por El Salvador em 2025 veio da Guatemala. É o comércio intrarregional mais relevante da América Central.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
nicarágua
5,6% do mercado é brasileiroUS$ 181.149 comprados do Brasil em 2025
76,9% da rocha trabalhada importada pela Nicarágua em 2024 veio de Portugal, concentrada em pedras calcárias. É o único país da região onde Portugal domina.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
caribe
república dominicana
US$ 5.141.765 comprados do Brasil em 2025
É o único país da região com exportação relevante de pedra trabalhada, US$ 7,64 milhões na subposição 680299 em 2025, quase toda para os Estados Unidos e para o Caribe. Exporta calcário bruto a US$ 26 por tonelada. Não reporta suas importações ao UN Comtrade: o que o país compra só é visível pelo espelho de quem vende.
- materiais
- piedra coralina (calcário coralino)
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
porto rico
US$ 1.133.788 comprados do Brasil em 2025
Não aparece no UN Comtrade como reportante separado. O número vem do Comex Stat, que registra Porto Rico como destino próprio. Alta de 65,9% em 2025.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
jamaica
4,1% do mercado é brasileiroUS$ 597.171 comprados do Brasil em 2025
Compra sobretudo dos Estados Unidos, da China e do México. O Brasil tem 4,1% do mercado.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
barbados
5,5% do mercado é brasileiroUS$ 134.553 comprados do Brasil em 2025
Mercado pequeno e em alta: as compras de rocha brasileira subiram 37,4% em 2025.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
trinidad e tobago
4,2% do mercado é brasileiroUS$ 49.950 comprados do Brasil em 2025
As compras de rocha brasileira caíram 53,5% em 2025.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
bahamas
US$ 48.120 comprados do Brasil em 2025
As Bahamas importaram US$ 16,8 milhões de rocha trabalhada em 2024, quase nada do Brasil. Não declaram nenhuma compra brasileira, embora o Comex Stat registre US$ 48,1 mil vendidos em 2025.
- materiais
- não há inventário público
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
cuba
nenhuma compra registrada em 2024 nem em 2025
Cuba não reporta ao UN Comtrade desde 2022. Naquele ano importou US$ 828,7 mil de rocha trabalhada. O Brasil não registrou nenhuma venda a Cuba em 2024 nem em 2025.
- materiais
- mármore da Isla de la Juventud, sem estatística oficial
- associação setorial
- não encontrada
- produção nacional
- não publicada
a américa latina não se mede.
Sete lacunas encontradas neste levantamento. Cada uma é uma coisa que foi procurada em fonte oficial e não estava lá.
- Não existe estatística consolidada de rochas ornamentais para a América Latina. A CEPAL publica sobre mineração mas não desagrega o setor. O OLAMI reúne 18 países e a sua única iniciativa estatística, o projeto INFOMIN, foi encerrada em 1993 sem concluir a base. SICA, ALADI e Mercosul também não publicam.
- Nenhum dos vinte e quatro países levantados publica série utilizável de produção de rocha ornamental. O México publicava e parou: o Servicio Geológico Mexicano reporta zero tonelada em 2024.
- Só dois países da região têm organização setorial de rocha ornamental identificada: a Cámara del Mármol, Piedra y Granito na Argentina e o clúster estadual de Puebla no México. Nos outros vinte e dois, nada foi encontrado.
- Não existe nenhuma feira de rocha ornamental em nenhum país da América Latina fora do Brasil. O calendário internacional de feiras de pedra para 2026 e 2027 lista, para toda a região, apenas Expo Revestir e Marmomac Brazil.
- A República Dominicana não reporta suas importações ao UN Comtrade. A Venezuela também não. Cuba parou em 2022. Nesses três casos só existe o espelho de quem vende.
- Não é possível saber de qual estado mexicano sai o travertino embarcado para o Brasil: a fração aduaneira mexicana 2515.12.99 não é desagregada por entidade federativa.
- Nenhuma fonte publica o nome das empresas exportadoras e importadoras. Comex Stat e UN Comtrade não trazem razão social.
não existir estatística regional é uma vaga aberta.
A ABIROCHAS mede o Brasil. A Marmomacchine mede a Itália e o mundo pelo olho italiano. Ninguém mede a América Latina, e o OLAMI desistiu de tentar em 1993. O Brasil é de longe o maior produtor e o maior exportador da região e não ocupa esse lugar.
Quem publica a régua define o vocabulário: como se chama cada material, o que conta como rocha ornamental, qual é o preço de referência. É poder de mercado antes de ser estatística.
- Nenhum país da região tem feira de rocha ornamental. A Marmomac Brazil, que estreou em 2025, é o único evento do setor em toda a América Latina.
- Nenhum país da região, fora Argentina e o clúster estadual de Puebla, tem associação setorial de rocha.
- Nenhum país da região publica série utilizável de produção. O México publicava e parou.
Quer discutir o Brasil ocupando esse lugar, e a sua empresa dentro dele?
falar com amano| instituição | documento | endereço |
|---|---|---|
| UN Comtrade | base de comércio das Nações Unidas, consulta de 09/08/2026 | comtradeplus.un.org/ |
| Comex Stat, MDIC | estatísticas de comércio exterior do Brasil | comexstat.mdic.gov.br/pt/home |
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| OLAMI | Organismo Latinoamericano de Minería | olamimineria.org/nosotros/ |
| CEPAL | La minería en América Latina y el Caribe | www.cepal.org/sites/default/files/news/files |
| Litos Online | calendário internacional de feiras de pedra 2026 e 2027 | www.litosonline.com/es/content/-stone-indust |
| Governo de Puebla | Clúster de la Industria del Mármol y el Ónix de Puebla | agenda2030.puebla.gob.mx/sociedad/cluster-de |