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observatório · américa latina, país por país

o vizinho que ninguém mede.

A América Latina comprou US$ 91,6 milhões em rocha ornamental brasileira em 2025, 8,5% de tudo que o Brasil exportou na posição de pedra trabalhada. Não existe nenhuma estatística consolidada do setor para a região: para montar este quadro foi preciso ir país por país, e mesmo assim quase nenhum deles publica quanto produz. O que segue é o que existe com fonte.

levantamento amano, agosto de 2026
faz parte do estudoMundo/América Latinaeste capítulo preserva o detalhamento e as fontes da arquitetura anterior
01quanto a região compra
exportação brasileira de rocha · américa latina · 2025
o méxico sozinho é 59% de tudo que a américa latina compra de rocha brasileira
US$ 53,7 milhões dos US$ 91,6 milhões da região. Os vinte e três destinos seguintes somados não chegam ao México.
méxico 53,70 US$ mi
argentina 8,98 US$ mi
colômbia 6,13 US$ mi
república dominicana 5,14 US$ mi
paraguai 2,84 US$ mi
equador 2,48 US$ mi
costa rica 2,24 US$ mi
uruguai 2,05 US$ mi
peru 1,38 US$ mi
honduras 1,21 US$ mi
porto rico 1,13 US$ mi
panamá 1,06 US$ mi
bolívia 1,00 US$ mi
guatemala 0,66 US$ mi
itemUS$ mi
méxico53,70
argentina8,98
colômbia6,13
república dominicana5,14
paraguai2,84
equador2,48
costa rica2,24
uruguai2,05
peru1,38
honduras1,21
porto rico1,13
panamá1,06
bolívia1,00
guatemala0,66
Fonte: UN Comtrade, Brasil como país reportante, posições 2515, 2516 e 6802, ano de 2025 · consulta de 09/08/2026 · comtradeplus.un.org/
a região comprou em 2025
US$ 91,6milhões
soma de 23 destinos com compra registrada, posições 2515, 2516 e 6802
UN Comtrade
é esta fatia da exportação brasileira de pedra trabalhada
8,48%
US$ 89,9 milhões de US$ 1.060,4 milhões na posição 6802
UN Comtrade, 2025
a região vendeu ao Brasil
US$ 10,4milhões
91% disso é travertino mexicano
UN Comtrade, 2025
Como esta página foi montada. Posições do Sistema Harmonizado 2515 (mármore, travertino e alabastro em bruto), 2516 (granito, pórfiro, basalto e arenito em bruto) e 6802 (pedra trabalhada). Os valores de exportação brasileira são FOB e vêm do Brasil como país reportante. Os valores de importação declarados por cada país são CIF e por isso são sempre maiores do que o espelho brasileiro: a diferença é frete e seguro, não erro.
país2025, US$2025, toneladas2024, US$variação
méxico américa do norte53.701.24174.755,552.073.101+3,1%
argentina américa do sul8.975.65915.878,25.355.905+67,6%
colômbia américa do sul6.134.44813.642,06.016.554+2,0%
república dominicana caribe5.141.76510.171,45.608.377-8,3%
paraguai américa do sul2.841.0076.717,52.306.391+23,2%
equador américa do sul2.481.8693.449,81.958.086+26,7%
costa rica américa central2.241.4361.570,51.724.425+30,0%
uruguai américa do sul2.054.1394.442,61.690.429+21,5%
peru américa do sul1.384.0812.109,31.508.199-8,2%
honduras américa central1.213.5271.918,81.434.584-15,4%
porto rico caribe1.133.788não tabulado683.272+65,9%
panamá américa central1.063.0541.164,7897.522+18,4%
bolívia américa do sul996.8812.060,01.380.508-27,8%
guatemala américa central659.885848,1677.516-2,6%
jamaica caribe597.171566,2419.787+42,3%
chile américa do sul536.441899,0745.745-28,1%
venezuela américa do sul528.8971.078,5372.375+42,0%
belize américa central318.800837,0212.138+50,3%
el salvador américa central283.986511,0446.525-36,4%
nicarágua américa central181.149288,3267.580-32,3%
barbados caribe134.55379,597.952+37,4%
trinidad e tobago caribe49.95067,9107.376-53,5%
bahamas caribe48.12053,030.605+57,2%
cuba caribenão tabulado
total da região91.568.059
UN Comtrade, Brasil e cada país como reportante, consulta de 09/08/2026 · comtradeplus.un.org/
02a fatia do brasil em cada mercado

em cinco países da região, mais de um terço da pedra importada é brasileira.

Cada país declara quanto importou de pedra trabalhada e de quem. Confrontar as duas colunas mostra onde o Brasil já ganhou e onde nem entrou. No Paraguai são 85 de cada 100 dólares; no Chile, 6.

paísanoo mercado importa, US$comprado do Brasil, US$fatia do Brasil
paraguai20254.057.1633.453.35185,1%
honduras20242.524.3801.175.33246,6%
méxico2025161.681.24365.358.28940,4%
uruguai20244.889.6401.891.04038,7%
argentina202522.717.1168.190.47636,1%
colômbia202526.353.6447.946.57230,2%
equador202410.805.6722.199.44520,4%
bolívia20255.417.454989.71818,3%
belize20251.373.566250.87418,3%
guatemala20254.173.535729.51717,5%
costa rica202410.136.8451.283.46312,7%
peru202410.400.5461.323.78612,7%
panamá202511.746.9331.003.5258,5%
el salvador20253.948.364262.3226,6%
chile202510.133.207615.2216,1%
nicarágua20245.096.908287.3395,6%
barbados20252.221.415121.2415,5%
trinidad e tobago20252.709.060114.1344,2%
jamaica20256.080.711251.1594,1%
Por que estes números são maiores que os da tabela anterior. Aqui quem declara é o país comprador, e valor declarado na importação é CIF: inclui frete e seguro. A tabela anterior é o espelho brasileiro, FOB. A diferença entre as duas não é erro, é logística.
UN Comtrade, cada país como reportante, posição 6802 · comtradeplus.un.org/
oportunidade de mercado

o mercado mais brasileiro da américa latina é o paraguai.

O Paraguai compra 85,1% da sua pedra trabalhada do Brasil, o México 40,4%, a Argentina 36,1%, o Uruguai 38,7% e Honduras 46,6%. Não é presença de marca, é adjacência: o Brasil vende porque está perto e porque tem o material. Em nenhum desses países existe catálogo brasileiro, coleção nomeada ou repertório de obra publicado.

Do outro lado da mesma tabela: Chile 6,1%, Jamaica 4,1%, Trinidad e Tobago 4,2%, El Salvador 6,6%. Nesses mercados quem manda é a China e a Turquia, e o que decide é preço.

  • Onde a fatia já é alta, o trabalho é subir preço médio, não volume: nome, ficha, coleção e obra.
  • Onde a fatia é baixa, disputar por preço contra a China é perder. A entrada é por especificação de arquiteto.
  • A Argentina é o único país da região que compra bloco bruto brasileiro em escala, 5.354,7 toneladas em 2025. Bloco bruto que sai do Brasil é margem que fica na Argentina.

Quer o desenho de entrada para um desses mercados, com material, preço e argumento?

03o que a região vende ao brasil

o méxico virou o primeiro fornecedor de travertino do brasil

Em 2020 o Brasil comprou US$ 1,70 milhão de travertino serrado mexicano. Em 2025 comprou US$ 8,89 milhões, 5,2 vezes mais, e o México passou a Turquia. É o único fluxo de rocha da América Latina para o Brasil que tem escala: dos US$ 10,4 milhões que o Brasil importou da região em 2025, US$ 9,5 milhões são travertino mexicano.

importação brasileira de travertino serrado do méxico · 2020 a 2025
o travertino mexicano multiplicou por 5,2 em cinco anos
De US$ 1,70 milhão em 2020 para US$ 8,89 milhões em 2025. O volume acompanhou: de 4,2 mil para 19,7 mil toneladas.
2020 1,70 US$ mi
2021 3,31 US$ mi
2022 4,51 US$ mi
2023 5,81 US$ mi
2024 5,84 US$ mi
2025 8,89 US$ mi
itemUS$ mi
20201,70
20213,31
20224,51
20235,81
20245,84
20258,89
Fonte: Comex Stat/MDIC, NCM 2515.12.20. Confirmado no espelho mexicano: UN Comtrade, México reportante, HS 251512, destino Brasil, 2025: US$ 8.934.211 e 19.628,2 t.
afornecedores de travertino ao brasil, 2025
origemUS$toneladasUS$ por tonelada
méxico8.886.76119.657,7452
turquia7.376.82118.994,3388
itália1.553.0942.858,0543
china422.367774,9545
portugal206.093329,7625
bo mesmo quadro em 2024
origemUS$toneladasUS$ por tonelada
turquia6.194.44815.874,6390
méxico5.844.83213.042,3448
itália1.294.5991.746,1741
Três números para o mesmo ano. O Anuario Estadístico de la Minería Mexicana registrou, para o mesmo ano de 2023 e o mesmo fluxo, US$ 3.737.880 na edição de 2024 e US$ 6.158.367 na edição de 2025. O Comex Stat registra US$ 5.809.190. A revisão mexicana e o número brasileiro convergem; a publicação de 2024 estava subestimada. O órgão não publica nota de revisão.
preste atenção

o brasil virou comprador de mármore, e a conta é boa para o vendedor.

O Brasil exporta pedra a US$ 699 por tonelada e importa travertino mexicano a US$ 452. Parece vantagem, mas o travertino entra para ser beneficiado e revendido dentro do país, em acabamento e formato que o mercado brasileiro pede e a lavra nacional não entrega. É demanda de projeto que a rocha brasileira não está atendendo.

O México não vende isso ao Brasil por acaso: 57% de toda a sua exportação de bloco serrado de travertino vem para cá, e outros 34% vão para a China. O Brasil é o principal cliente do travertino mexicano no mundo.

Quer entender que demanda de material o mercado brasileiro está importando?

04o restante do fluxo de volta

Fora o travertino mexicano, a região inteira vendeu ao Brasil US$ 974,7 mil em 2025, e US$ 859,7 mil disso ainda é México. Argentina, Uruguai e Colômbia somam US$ 114,9 mil, o equivalente a um contêiner e meio.

origemposiçãoUS$toneladas
méxico2515, mármore e travertino em bruto9.455.41119.805,7
méxico6802, pedra trabalhada859.7471.100,3
argentina2515, mármore e travertino em bruto51.752148,6
uruguai2515, mármore e travertino em bruto18.49423,5
colômbia6802, pedra trabalhada44.68573,7
UN Comtrade, Brasil como país reportante, importação, 2025 · valores CIF · comtradeplus.un.org/
05rondônia

rondônia não importa nada pela fronteira

Rondônia aparece como grande importadora de rocha e a hipótese natural era bloco boliviano ou peruano entrando por via terrestre. O dado refuta. A Bolívia exportou 777,3 toneladas de rocha trabalhada para o mundo inteiro em 2024, 99,6% delas para a China, e vendeu 27 toneladas de bloco ao Brasil. O Peru exportou 125 quilos na posição 2515, para o Chile. Rondônia sozinha importou 38,7 mil toneladas. A diferença é de mais de mil vezes.

O material é travertino turco e mexicano, e a razão é fiscal. O PRODERO, criado pela Lei estadual de Rondônia nº 1.473 de 13 de maio de 2005, concede crédito presumido de ICMS de 85% na saída interestadual de mercadoria importada, e o artigo 2º, §4º dispensa o trânsito físico pelo estado. Rondônia é domicílio fiscal, não porta de entrada. É guerra fiscal dos portos, da mesma família do FUNDAP capixaba e dos TTD catarinenses.

fluxoUS$volumeobservação
travertino mexicano com destino declarado em Rondônia, 2025US$ 6.190.12913.614,6 t69,7% de todo o travertino mexicano vendido ao Brasil
exportação boliviana de rocha trabalhada para o mundo, 2024US$ 1.362.802777,3 t99,6% para a China
exportação boliviana de bloco para o Brasil, 2024US$ 18.90027,0 t
A unidade da federação no Comex Stat de importação é a unidade de destino declarada, não necessariamente onde a rocha é beneficiada. É exatamente esse descolamento que o regime fiscal produz.
Comex Stat/MDIC para a desagregação por unidade da federação; UN Comtrade, Bolívia e Peru reportantes, 2024, para a exportação sul-americana; Lei estadual de Rondônia nº 1.473/2005 para o regime fiscal.
preste atenção

o mapa da importação brasileira de rocha é um mapa fiscal, não geográfico.

Rondônia não tem porto, não faz fronteira com nenhum país exportador de rocha e mesmo assim aparece como grande importadora. O que a coloca ali é o crédito presumido de ICMS de 85% e a dispensa de trânsito físico. Qualquer leitura de mercado que trate unidade da federação de destino como lugar de consumo vai errar.

Vale para a leitura do concorrente e vale para a própria empresa: comparar a sua operação com um número de UF sem saber que ele é fiscal produz decisão errada sobre onde está a demanda.

Precisa separar o que é demanda real do que é domicílio fiscal na sua leitura de mercado?

06país a país

Vinte e quatro fichas. Onde está escrito que não foi encontrado, foi procurado.

américa do norte

méxico

40,4% do mercado é brasileiro

US$ 53.701.241 comprados do Brasil em 2025

O México é importador líquido de rocha trabalhada: importou US$ 161,7 milhões e exportou US$ 78,1 milhões em 2025. A exportação mexicana de rocha trabalhada vai 99% para os Estados Unidos. A exportação de bloco serrado de travertino vai 57% para o Brasil e 34% para a China.

materiais
travertino e mármore da Comarca Lagunera (Coahuila, Durango, Zacatecas), travertino e ônix de Puebla (Tepeaca e Tepexi de Rodríguez), cantera
associação setorial
Clúster de la Industria del Mármol y el Ónix de Puebla, de alcance estadual. Não existe associação nacional equivalente à ABIROCHAS.
produção nacional
O Servicio Geológico Mexicano reporta zero tonelada de rochas dimensionáveis em 2024, contra 504.659 t em 2022. É quebra de cobertura estatística, não colapso de mercado: a categoria cantera cai de 1.892.269 t para 450 t no mesmo intervalo. A série mexicana de produção é inutilizável a partir de 2023.
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

américa do sul

argentina

36,1% do mercado é brasileiro

US$ 8.975.659 comprados do Brasil em 2025

A Argentina não exportou nenhuma rocha na posição 2515 em 2024. Em 2025 comprou 5.354,7 t de bloco bruto brasileiro na posição 2516, um fluxo de matéria bruta que não aparece nos demais países da região.

materiais
travertino andino de San Juan, ônix, granito Sierra Chica
associação setorial
Cámara del Mármol, Piedra y Granito de la República Argentina
produção nacional
Não há série de produção de rocha ornamental. O emprego registrado em "Minerales industriales, rocas de aplicación y otros" foi de 13.727 postos em 2024, segundo o SIACAM da CAEM, mas o recorte mistura rocha ornamental com agregados.
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

colômbia

30,2% do mercado é brasileiro

US$ 6.134.448 comprados do Brasil em 2025

A Colômbia é o maior mercado importador de rocha trabalhada da América do Sul e respondeu por 30,2% do valor importado em 2025 vindo do Brasil. Em 2024 o Brasil era o primeiro fornecedor, com 32%.

materiais
não há inventário público de materiais comerciais
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

paraguai

85,1% do mercado é brasileiro

US$ 2.841.007 comprados do Brasil em 2025

É o mercado mais brasileiro da América Latina: 85,1% de tudo que o Paraguai importou de rocha trabalhada em 2025 veio do Brasil. Também compra bloco bruto nas posições 2515 e 2516.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

equador

20,4% do mercado é brasileiro

US$ 2.481.869 comprados do Brasil em 2025

Compra rocha trabalhada do Brasil e do Peru. O Brasil tinha 20,4% do mercado equatoriano em 2024.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

uruguai

38,7% do mercado é brasileiro

US$ 2.054.139 comprados do Brasil em 2025

Exporta US$ 807,4 mil na posição 2516, quase tudo em bloco para a China. O produto nobre uruguaio é dolerito, não granito. Ao mesmo tempo, 38,7% da rocha trabalhada que o Uruguai importou em 2024 veio do Brasil.

materiais
dolerito, comercializado como Negro Absoluto e Negro Oriental, acima de US$ 1.000 por metro cúbico
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

peru

12,7% do mercado é brasileiro

US$ 1.384.081 comprados do Brasil em 2025

O Peru é o segundo exportador de rocha trabalhada da América do Sul, US$ 7,12 milhões em 2024, com destino aos Estados Unidos, ao Equador e ao Panamá. Não vende nada ao Brasil: sua exportação total na posição 2515 em 2024 foi de 125 quilos, para o Chile.

materiais
travertino de Junín, que responde por 98% da exportação peruana de mármore travertino
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

bolívia

18,3% do mercado é brasileiro

US$ 996.881 comprados do Brasil em 2025

A Bolívia exportou 777,3 toneladas de rocha trabalhada no mundo inteiro em 2024, 99,6% para a China, e vendeu 27 toneladas de bloco ao Brasil. É importadora líquida de rocha brasileira.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

chile

6,1% do mercado é brasileiro

US$ 536.441 comprados do Brasil em 2025

O chamado mármore Carrara chileno não sustenta lavra: as ocorrências patagônicas estão em áreas de proteção. O Chile compra 55% da sua rocha trabalhada da China. O Brasil é o terceiro fornecedor, com 6,1%.

materiais
mármore da Patagônia, em áreas protegidas e sem lavra comercial
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

venezuela

US$ 528.897 comprados do Brasil em 2025

A Venezuela não reporta ao UN Comtrade. O fluxo só é visível pelo espelho brasileiro, que registra alta de 42% em valor em 2025.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

américa central

costa rica

12,7% do mercado é brasileiro

US$ 2.241.436 comprados do Brasil em 2025

Foi o mercado da região que mais cresceu para o Brasil em 2025, alta de 30% em valor, puxada pela subposição 680299.

materiais
calcário de uso ornamental, citado no diagnóstico da Dirección de Geología y Minas mas nunca quantificado
associação setorial
não encontrada
produção nacional
A Dirección de Geología y Minas registra 967.792 m³ de calcário agregando cimento, uso agrícola e uso ornamental, sem separar. O diagnóstico disponível é de 2016 e 2017.
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

honduras

46,6% do mercado é brasileiro

US$ 1.213.527 comprados do Brasil em 2025

Honduras é o mercado onde o Brasil tem a maior fatia da América Central: 46,6% do valor importado em 2024.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
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panamá

8,5% do mercado é brasileiro

US$ 1.063.054 comprados do Brasil em 2025

O Panamá é entreposto. A Zona Libre de Colón faz com que 7,2% das importações panamenhas de rocha trabalhada em 2025 apareçam com o próprio Panamá como país de origem, o que é reexportação. O UN Comtrade não separa consumo interno de trânsito.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

guatemala

17,5% do mercado é brasileiro

US$ 659.885 comprados do Brasil em 2025

A Guatemala é o único país da América Central que exporta rocha trabalhada para dentro da própria região, US$ 655,2 mil para El Salvador em 2025.

materiais
jade da região do Motagua, fora das posições 2515, 2516 e 6802
associação setorial
não encontrada
produção nacional
O Anuario Estadístico Minero 2023 do Ministerio de Energía y Minas não itemiza mármore, granito, travertino nem jade na tabela de minerais não metálicos.
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belize

18,3% do mercado é brasileiro

US$ 318.800 comprados do Brasil em 2025

O México é o primeiro fornecedor de Belize com 28,1% e o Brasil o terceiro com 18,3%. O Brasil também vende bloco bruto de granito, 625,9 t em 2025.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
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el salvador

6,6% do mercado é brasileiro

US$ 283.986 comprados do Brasil em 2025

16,6% da rocha trabalhada importada por El Salvador em 2025 veio da Guatemala. É o comércio intrarregional mais relevante da América Central.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
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nicarágua

5,6% do mercado é brasileiro

US$ 181.149 comprados do Brasil em 2025

76,9% da rocha trabalhada importada pela Nicarágua em 2024 veio de Portugal, concentrada em pedras calcárias. É o único país da região onde Portugal domina.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

caribe

república dominicana

US$ 5.141.765 comprados do Brasil em 2025

É o único país da região com exportação relevante de pedra trabalhada, US$ 7,64 milhões na subposição 680299 em 2025, quase toda para os Estados Unidos e para o Caribe. Exporta calcário bruto a US$ 26 por tonelada. Não reporta suas importações ao UN Comtrade: o que o país compra só é visível pelo espelho de quem vende.

materiais
piedra coralina (calcário coralino)
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

porto rico

US$ 1.133.788 comprados do Brasil em 2025

Não aparece no UN Comtrade como reportante separado. O número vem do Comex Stat, que registra Porto Rico como destino próprio. Alta de 65,9% em 2025.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
Comex Stat/MDIC

jamaica

4,1% do mercado é brasileiro

US$ 597.171 comprados do Brasil em 2025

Compra sobretudo dos Estados Unidos, da China e do México. O Brasil tem 4,1% do mercado.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

barbados

5,5% do mercado é brasileiro

US$ 134.553 comprados do Brasil em 2025

Mercado pequeno e em alta: as compras de rocha brasileira subiram 37,4% em 2025.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

trinidad e tobago

4,2% do mercado é brasileiro

US$ 49.950 comprados do Brasil em 2025

As compras de rocha brasileira caíram 53,5% em 2025.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

bahamas

US$ 48.120 comprados do Brasil em 2025

As Bahamas importaram US$ 16,8 milhões de rocha trabalhada em 2024, quase nada do Brasil. Não declaram nenhuma compra brasileira, embora o Comex Stat registre US$ 48,1 mil vendidos em 2025.

materiais
não há inventário público
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/

cuba

nenhuma compra registrada em 2024 nem em 2025

Cuba não reporta ao UN Comtrade desde 2022. Naquele ano importou US$ 828,7 mil de rocha trabalhada. O Brasil não registrou nenhuma venda a Cuba em 2024 nem em 2025.

materiais
mármore da Isla de la Juventud, sem estatística oficial
associação setorial
não encontrada
produção nacional
não publicada
UN Comtrade, 2025 · comtradeplus.un.org/
07o que não existe

a américa latina não se mede.

Sete lacunas encontradas neste levantamento. Cada uma é uma coisa que foi procurada em fonte oficial e não estava lá.

  • Não existe estatística consolidada de rochas ornamentais para a América Latina. A CEPAL publica sobre mineração mas não desagrega o setor. O OLAMI reúne 18 países e a sua única iniciativa estatística, o projeto INFOMIN, foi encerrada em 1993 sem concluir a base. SICA, ALADI e Mercosul também não publicam.
  • Nenhum dos vinte e quatro países levantados publica série utilizável de produção de rocha ornamental. O México publicava e parou: o Servicio Geológico Mexicano reporta zero tonelada em 2024.
  • Só dois países da região têm organização setorial de rocha ornamental identificada: a Cámara del Mármol, Piedra y Granito na Argentina e o clúster estadual de Puebla no México. Nos outros vinte e dois, nada foi encontrado.
  • Não existe nenhuma feira de rocha ornamental em nenhum país da América Latina fora do Brasil. O calendário internacional de feiras de pedra para 2026 e 2027 lista, para toda a região, apenas Expo Revestir e Marmomac Brazil.
  • A República Dominicana não reporta suas importações ao UN Comtrade. A Venezuela também não. Cuba parou em 2022. Nesses três casos só existe o espelho de quem vende.
  • Não é possível saber de qual estado mexicano sai o travertino embarcado para o Brasil: a fração aduaneira mexicana 2515.12.99 não é desagregada por entidade federativa.
  • Nenhuma fonte publica o nome das empresas exportadoras e importadoras. Comex Stat e UN Comtrade não trazem razão social.
oportunidade de mercado

não existir estatística regional é uma vaga aberta.

A ABIROCHAS mede o Brasil. A Marmomacchine mede a Itália e o mundo pelo olho italiano. Ninguém mede a América Latina, e o OLAMI desistiu de tentar em 1993. O Brasil é de longe o maior produtor e o maior exportador da região e não ocupa esse lugar.

Quem publica a régua define o vocabulário: como se chama cada material, o que conta como rocha ornamental, qual é o preço de referência. É poder de mercado antes de ser estatística.

  • Nenhum país da região tem feira de rocha ornamental. A Marmomac Brazil, que estreou em 2025, é o único evento do setor em toda a América Latina.
  • Nenhum país da região, fora Argentina e o clúster estadual de Puebla, tem associação setorial de rocha.
  • Nenhum país da região publica série utilizável de produção. O México publicava e parou.

Quer discutir o Brasil ocupando esse lugar, e a sua empresa dentro dele?

08fontes desta página
instituiçãodocumentoendereço
UN Comtradebase de comércio das Nações Unidas, consulta de 09/08/2026comtradeplus.un.org/
Comex Stat, MDICestatísticas de comércio exterior do Brasilcomexstat.mdic.gov.br/pt/home
Servicio Geológico MexicanoAnuario Estadístico de la Minería Mexicana, edición 2025, dados de 2024www.sgm.gob.mx/productos/pdf/Anuario_2024_Ed
Servicio Geológico MexicanoAnuario Estadístico de la Minería Mexicana, edición 2024, dados de 2023www.sgm.gob.mx/productos/pdf/Anuario_2023_Ed
Secretaría de Economía, MéxicoPerfil de Mercado del Mármol, 2014www.economia.gob.mx/files/comunidad_negocios
Ministerio de Energía y Minas, GuatemalaAnuario Estadístico Minero 2023mem.gob.gt/wp-content/uploads/2024/07/ANUARI
Dirección de Geología y Minas, Costa RicaDiagnóstico Consolidado de la Actividad Minerawww.geologia.go.cr/mineria/datos/Diagnostico
OLAMIOrganismo Latinoamericano de Mineríaolamimineria.org/nosotros/
CEPALLa minería en América Latina y el Caribewww.cepal.org/sites/default/files/news/files
Litos Onlinecalendário internacional de feiras de pedra 2026 e 2027www.litosonline.com/es/content/-stone-indust
Governo de PueblaClúster de la Industria del Mármol y el Ónix de Pueblaagenda2030.puebla.gob.mx/sociedad/cluster-de