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Em oito anos o Brasil embarcou 3,9% menos pedra e faturou 48,7% a mais.

Todo o crescimento veio do preço médio, que subiu 54,7%, de US$ 452 para US$ 699 por tonelada. Este estudo mede o tamanho do setor, reconstitui 102 meses de série mensal e separa, ano a ano, o que é preço do que é tonelada.

102 meses de série, sem falhafonte e ano em cada indicadorcorte do dado: 08 de agosto de 2026um produto amano
US$ 1,48biexportação em 2025

Recorde histórico, sobre 2,111 milhões de toneladas.

10,62Mtprodução em 2025

Alta de 1,1% sobre 2024.

74%fica no Brasil

7,87 das 10,62 milhões de toneladas produzidas.

US$ 699/tpreço médio exportado

Contra US$ 612 por tonelada em 2024.

01
o tamanho

Quanto o setor é, com a data de cada número.

Nenhum indicador aparece aqui sem dizer de onde veio e de que ano é. É a única forma de comparar duas afirmações sobre o setor sem comparar coisas diferentes.

indicadorvalorfonteano
ExportaçãoUS$ 1.475,8 milhões sobre 2,111 MtABIROCHAS, Informe 12/20252025
Preço médio exportadoUS$ 699,2 por toneladaABIROCHAS, Informe 12/20252025
ImportaçãoUS$ 44,68 milhões sobre 90,35 mil tABIROCHAS, Balanço 20252025
Produção10,62 Mt, alta de 1,1%ABIROCHAS, Informe 01/20262025
Consumo interno7,87 Mt, 74% da produçãoABIROCHAS, Informe 01/20262025
Consumo aparente89,3 milhões de m², 0,42 m² por habitanteABIROCHAS, Informe 01/20262025
Destinos125 paísesCentrorochas, Dados do Setor2025
Variedades comerciaismais de 1.200Centrorochas, Dados do Setor2025
Empregos diretos150 milABIROCHAS, Informe 01/20242023
Empresas na cadeia12 milABIROCHAS, Informe 01/20242023
Empresas exportadoraspelo menos 400, para mais de 120 paísesABIROCHAS, Informe 01/20242023
Transações comerciaisacima de US$ 6 bilhões, somando interno e externoABIROCHAS, Informe 01/20242023
o que o dado diz

O setor movimenta acima de US$ 6 bilhões somando mercado interno e externo, e exporta US$ 1,48 bilhão. A parte que o setor mede todo mês é a menor das duas.

por que os anos são diferentes

Exportação e importação passam pela alfândega e por isso saem mensalmente na base Comex Stat. Consumo interno não tem registro aduaneiro: ele é obtido por balanço, produção menos exportação mais importação, e sai uma vez por ano. Os quatro indicadores de estrutura são de 2023 porque a tabela de dimensão do setor deixou de sair nos informes de 2025 e 2026.

leitura de amano

Quem acompanha o setor pelo informe mensal está olhando um quarto do mercado com lupa e três quartos de longe. Para uma empresa que vende dentro e fora, as duas metades da conta não têm a mesma frequência nem a mesma precisão, e isso precisa entrar na hora de comparar desempenho.

ABIROCHAS, Informe 01/2026 e Informe 01/2024 · Centrorochas, página de dados do setor.

O número sozinho não explica o setor. O que importa é saber se a receita cresceu porque saiu mais pedra, ou porque cada tonelada passou a valer mais.

02
o dado

O que é, exatamente, o número da exportação.

Antes de ler qualquer série, vale saber o que está sendo somado. O total mensal do setor é uma cesta de códigos fiscais, e a cesta é uma escolha.

O número que o setor chama de exportação de rochas é o valor FOB registrado na base Comex Stat, do MDIC, somando os códigos NCM que descrevem rocha ornamental e de revestimento. São dois grupos: o capítulo 25, que cobre a pedra em bruto ou apenas serrada, e o capítulo 68, que cobre a pedra trabalhada.

capítulo da NCMo que entraexemplo de códigopeso no valor de 2025
Capítulo 25Rocha em bruto, desbastada ou apenas cortada à serra, em bloco ou placa2506.20.00, quartzito · 2516.12.00, granito21,0%
Capítulo 68Rocha trabalhada: chapa, ladrilho, peça acabada6802.99.90, quartzito · 6802.93.90, granito69,1%
o que o dado diz

O capítulo 68, da pedra trabalhada, responde por 69,1% do valor exportado e por 36,9% do volume. O capítulo 25, da pedra bruta, é o inverso: 21,0% do valor e 48,4% do peso. O Brasil embarca mais tonelada de pedra bruta e mais dólar de pedra trabalhada.

por que isso importa para ler qualquer série

Um total que sobe pode significar mais tonelada, mais preço, ou mudança de cesta entre os dois capítulos. As três causas produzem o mesmo número no topo e exigem decisões completamente diferentes. É por isso que este estudo abre a série por código.

leitura de amano

A conversa comercial do setor cita o total. A conversa que muda margem cita o código. Uma empresa que embarca em 2516.12.00 e uma que embarca em 6802.99.90 estão em negócios diferentes, ainda que as duas digam que exportam rocha brasileira.

ABIROCHAS, Informe 12/2025, exportações de dezembro e balanço do ano.
Por que existem dois totais publicados. ABIROCHAS e Centrorochas montam cestas de NCM ligeiramente diferentes, e por isso publicam totais diferentes para o mesmo período. Não é divergência de apuração: as duas leem a mesma base oficial. É diferença de escopo, e cada uma declara o seu. O mesmo vale para o Sindirochas do Espírito Santo, cuja série fecha 2025 em US$ 1.484,6 milhões, 0,6% acima da ABIROCHAS.
primeiro semestre de 2026ABIROCHASCentrorochas
total do semestreUS$ 705,0 milhões, queda de 4,6%US$ 711,1 milhões, queda de 4,2%
junho de 2026US$ 163,2 milhõesUS$ 165,2 milhões, alta de 34,1%
Estados UnidosUS$ 364,2 milhõesUS$ 363,6 a 364,3 milhões conforme a matéria
ChinaUS$ 142,7 milhõesUS$ 144,4 milhões em bruto, US$ 147,7 milhões no total

A distância entre as duas leituras do semestre é de cerca de 0,9%. Neste estudo, série histórica e totais vêm da ABIROCHAS, que publica documento metodológico assinado. A abertura por material vem da Centrorochas, que é quem a publica. As duas são citáveis, e nenhuma é somada à outra.

ABIROCHAS Informe 07/2026, Cid Chiodi Filho e Denize Kistemann Chiodi · Centrorochas via imprensa setorial
03
a série

102 meses, de janeiro de 2018 a junho de 2026.

A série mensal completa, em valor e em volume. Alternar as duas curvas é o que mostra quando o crescimento foi de preço e quando foi de tonelada.

exportação brasileira de rochas · série mensal

A série inteira, sem falha.

Passe o cursor sobre a linha para ler o mês. O eixo muda de escala ao trocar entre valor e volume, porque as duas grandezas não são comparáveis em número absoluto.
04387130173201820192020202120222023202420252026
Junho de 2026: US$ 163,25 milhões sobre 209.750 toneladas, a US$ 778 por tonelada.
ABIROCHAS, informes mensais de exportação, janeiro de 2018 a junho de 2026 · base Comex Stat/MDIC.
anoexportação, US$ milhõesvolume, mil toneladaspreço médio, US$ por toneladavariação do valor
2018992,62.196,0452ano-base
2019988,22.098,1471-0,4%
2020987,42.157,7458-0,1%
20211.338,12.404,6556+35,5%
20221.284,82.098,0612-4,0%
20231.112,21.822,2610-13,4%
20241.255,82.051,1612+12,9%
20251.475,82.110,6699+17,5%
2026705,01.037,0680-52,2% (6 meses)
o que o dado diz

A série tem dois movimentos distintos. Até 2020 ela é plana. De 2021 em diante o valor sobe e o volume não acompanha. O ano de 2026 aparece com seis meses e não é comparável em total, mas o preço médio dele já é: US$ 680 por tonelada contra US$ 699 em 2025.

a queda de 2023, decomposta

O pior ano da série perdeu 13,4% em valor. A decomposição mostra que a perda foi inteira de volume, que caiu 13,1% e chegou ao menor patamar da série, 1.822 mil toneladas. O preço médio praticamente não se moveu: queda de 0,3%. Foi uma retração de demanda, não de preço.

o que ainda não sabemos

O observatório não localizou, em fonte publicada, a explicação para a retração de volume de 2023. Registrar a lacuna é mais útil do que atribuir uma causa plausível: o que a série prova é o formato da queda, não o motivo dela.

Totais anuais da ABIROCHAS. Volume e preço médio calculados pelo observatório sobre a série mensal da mesma fonte. O preço médio derivado de 2025, US$ 699,2 por tonelada, reproduz exatamente o publicado pela fonte, o que confirma que a série mensal e o total anual são consistentes.
Como ler esta série. Os boletins mensais publicam número preliminar e a fonte revisa nas edições seguintes. Cinco meses de 2018 e 2019 aparecem aqui com o valor preliminar, sinalizados na dica do gráfico. A soma dos doze meses de 2018 bate exatamente com o total anual consolidado de US$ 992,5 milhões, por isso os preliminares foram mantidos em vez de misturados com revisados. Para citar 2018, use o total anual. Dezembro de 2019 era a única falha da série e foi localizado no informativo mensal do Sindirochas-ES em agosto de 2026: US$ 76.398.982 sobre 191.988 toneladas.
O vão da série foi fechado. Com dezembro de 2019 no lugar, os doze meses de 2019 somam US$ 988,2 milhões nos valores preliminares. Somando as duas revisões que a própria fonte publicou depois, setembro para US$ 89,7 milhões e outubro para US$ 77,7 milhões, o ano fecha em US$ 1.012,0 milhões contra o total anual consolidado de US$ 1.012,1 milhões. A série está fechada e conferida.
Sindirochas-ES, informativo mensal de exportações de dezembro de 2019, base Comex Stat/MDIC.
04
o ritmo do ano

Boa parte do que se lê como queda é calendário.

A média dos meses equivalentes ao longo da série mostra o ritmo natural do embarque. Sem ela, um fevereiro fraco parece crise.

média histórica por mês do ano · 8 anos completos

Fevereiro embarca 25% abaixo da média. Outubro, 11% acima.

Média dos meses equivalentes de 2018 a 2025. A linha tracejada é a média geral de US$ 98,3 milhões por mês. As barras claras estão acima dela; as escuras, abaixo.
jan · média US$ 85,1 milhões85,1janfev · média US$ 73,3 milhões73,3fevmar · média US$ 94,1 milhões94,1marabr · média US$ 91,1 milhões91,1abrmai · média US$ 107,3 milhões107,3maijun · média US$ 107,8 milhões107,8junjul · média US$ 105,8 milhões105,8julago · média US$ 106,0 milhões106,0agoset · média US$ 103,2 milhões103,2setout · média US$ 109,2 milhões109,2outnov · média US$ 98,8 milhões98,8novdez · média US$ 97,8 milhões97,8dez
Cálculo do observatório sobre a série mensal da ABIROCHAS, 2018 a 2025. Anos incompletos ficam fora do cálculo.
mêsmédia, US$ milhõessobre a média do ano
jan85,1-13,4%
fev73,3-25,5%
mar94,1-4,2%
abr91,1-7,3%
mai107,3+9,1%
jun107,8+9,6%
jul105,8+7,6%
ago106,0+7,8%
set103,2+5,0%
out109,2+11,1%
nov98,8+0,5%
dez97,8-0,5%
o que o dado diz

O primeiro trimestre é estruturalmente fraco e o segundo semestre é estruturalmente forte. A amplitude entre o pior mês e o melhor é de 36,6 pontos percentuais, e o padrão se repete nos oito anos completos da série.

o que ainda não sabemos

O observatório não tem fonte publicada que explique o desenho da sazonalidade. O que sustenta o uso dela não é a causa, e sim a estabilidade: um padrão que se repete em oito anos seguidos serve como fator de correção mesmo sem explicação.

leitura de amano

Comparar um mês com o mês anterior produz leitura errada de tendência na maior parte do ano. A comparação que informa é contra o mesmo mês do ano anterior, ou contra a média histórica daquele mês. Um fevereiro 20% abaixo de janeiro é um fevereiro normal.

Cálculo do observatório sobre a série mensal da ABIROCHAS.
aos cinco maiores meses da série
mêsUS$ milhõestoneladasUS$ por tonelada
jun de 2026163,2209.750778
mai de 2025157,6200.766785
out de 2021151,1240.593628
abr de 2026146,9209.013703
jun de 2022146,9235.250624

Quatro dos cinco maiores meses da série estão nos últimos dois anos, e nenhum deles é um mês de volume recorde. O que os coloca no topo é preço.

ABIROCHAS, informes mensais de exportação.
05
de onde veio

O crescimento é de preço. O volume não voltou ao de 2018.

Separar as duas grandezas é a única forma de saber se o setor está vendendo mais ou vendendo melhor. São coisas diferentes, e exigem decisões diferentes.

+48,7%valor exportado

De US$ 992,6 milhões em 2018 para US$ 1.475,8 milhões em 2025.

-3,9%volume embarcado

De 2.196,0 para 2.110,6 mil toneladas. O país embarca menos pedra hoje do que embarcava em 2018.

+54,7%preço médio

De US$ 452 para US$ 699 por tonelada.

valor, volume e preço em índice · 2018 = 100

As três curvas que o total esconde.

Cada curva é o próprio indicador dividido pelo valor de 2018. Onde a curva de volume fica abaixo de 100, o país embarcou menos tonelada que no ano-base. A distância entre a curva de valor e a de volume é preço médio, e nada mais.
8010012014016020182019202020212022202320242025preço médio154,7valor exportado148,7volume embarcado96,1
Cálculo do observatório sobre a série mensal da ABIROCHAS. Anos completos apenas: 2026 fica fora do gráfico porque tem seis meses.
de 2024 para 202520242025variação
Valor exportado, US$ milhões1.255,81.475,8+17,5%
Volume embarcado, mil toneladas2.051,02.110,7+2,9%
Preço médio, US$ por tonelada612,3699,2+14,2%
o que o dado diz

A conta fecha: preço vezes volume reproduz o crescimento do valor com precisão de quatro decimais. De cada dez pontos de crescimento em 2025, oito vieram de preço e dois de tonelada.

por onde o preço subiu

A única abertura por material publicada é a do primeiro semestre de 2026, pela Centrorochas: quartzito US$ 428,5 milhões com alta de 6,7%, granito US$ 199,7 milhões com queda de 18,4%, mármore US$ 35,3 milhões com queda de 26,7%. A composição está migrando para o material de maior preço por tonelada, e é isso que puxa a média para cima.

o que ainda não sabemos

Não existe série histórica publicada da abertura por material. Sem ela, não é possível afirmar quanto do ganho de preço de 2018 a 2025 veio de mix e quanto veio de preço dentro do mesmo material. O observatório carrega essa lacuna em aberto.

2025 não é apenas o maior número da série. É a evidência de uma mudança no tipo de crescimento.

ABIROCHAS, Informe 01/2025 e Informe 12/2025. Volume derivado da divisão entre valor e preço médio publicados.
06
o que o Brasil vende

A chapa de quartzito vale 10,9 vezes o bloco de granito.

O gradiente de valor não é uma tese: está na tabela de exportação do próprio país, código a código. Bloco e chapa saem do mesmo Brasil, pelo mesmo porto, com preços de ordens diferentes.

código NCMprodutoUS$ milhõesmil toneladasUS$ por toneladado valor exportado
6802.99.90Chapa de quartzito maciço694,9293,22.37047,1%
6802.93.90Chapa de granito272,7448,660818,5%
6802.91.00Chapa de mármore51,537,81.3633,5%
2506.20.00Bloco de quartzito maciço144,5254,15699,8%
2516.12.00Bloco de granito166,1767,221711,3%
o que o dado diz

Os cinco códigos somam 90,1% do valor exportado e 85,3% do volume. O bloco de granito é 36,3% do peso que sai do Brasil e 11,3% do dinheiro que entra. A chapa de quartzito é o oposto: 13,9% do peso, 47,1% do dinheiro.

qual é a causa da diferença

Não é o material: é o estágio. Entre o bloco e a chapa entram serragem, calibragem, resinagem, polimento, classificação de lote e embalagem. Cada uma dessas etapas é uma decisão de quem embarca, não uma condição da jazida. O bloco atravessa o oceano para ser serrado do outro lado, e o valor da serragem fica lá.

a oportunidade, em conta fechada

Dentro do granito, a chapa vale 2,80 vezes o bloco: US$ 608 contra US$ 217 por tonelada. Se um décimo do volume de bloco de granito exportado em 2025, 76,7 mil toneladas, tivesse saído como chapa ao preço médio da própria chapa, o faturamento do setor teria sido US$ 30,0 milhões maior, 2,0% acima do realizado. É simulação sobre preços publicados, não previsão, e ignora custo de beneficiamento.

ABIROCHAS, Informe 12/2025, exportações de dezembro e balanço do ano.
A mesma rocha, dois preços. Não é comparação entre materiais diferentes. O quartzito sai do Brasil em bloco a US$ 569 por tonelada e em chapa a US$ 2.370. São 4,2 vezes de diferença dentro do mesmo material, e a diferença inteira é serragem, polimento, classificação e nome.
ao mesmo recorte no primeiro semestre de 2026
código NCMprodutoUS$ milhõesmil toneladasUS$ por tonelada
6802.99.90Chapa de quartzito maciço350,4156,12.240
6802.93.90Chapa de granito103,5192,6540
2506.20.00Bloco de quartzito maciço78,1141,1550
2516.12.00Bloco de granito89,7390,2230
6803.00.00Produto de ardósia23,549,3480
o que mudou no semestre

A chapa de quartzito cai de US$ 2.370 para US$ 2.240 por tonelada e o bloco de granito sobe de US$ 217 para US$ 230. A distância diminui, mas continua sendo de quase dez vezes. A ardósia entra na lista dos cinco maiores e o mármore sai.

o que isso indica sobre 2026

A queda de 4,6% no valor do semestre acontece com o volume praticamente estável, queda de 0,4%. Repete-se o padrão de 2023 ao contrário: o movimento é de preço, e desta vez para baixo. O preço médio geral recuou de US$ 699 para US$ 680 por tonelada.

leitura de amano

Uma queda de preço com volume estável não é perda de mercado: é perda de posição dentro do mesmo mercado. Para uma empresa, a pergunta que essa distinção abre é se o recuo veio de desconto concedido ou de mudança na cesta de produtos embarcada.

ABIROCHAS, Informe 07/2026, exportações do primeiro semestre.
07
de onde sai

Um estado responde por 78% do que o Brasil exporta.

A geografia da exportação é muito mais concentrada que a da produção, e o preço médio de cada estado diz em que ponto da cadeia ele entrega.

estado exportadorUS$ milhõesmil toneladasUS$ por toneladado valor exportado
Espírito Santo1.157,31.463,979078,4%
Minas Gerais134,8343,23909,1%
Ceará109,2156,37007,4%
Bahia31,070,64402,1%
Rio Grande do Norte15,840,83901,1%
o que o dado diz

Os cinco estados somam 98,1% do valor. O Espírito Santo exporta a US$ 790 por tonelada e Minas Gerais a US$ 390, menos da metade. Minas embarca 23,4% do volume nacional e recebe 9,1% do valor.

por que os preços por estado diferem tanto

O Espírito Santo concentra o parque de beneficiamento do país, e por isso embarca proporcionalmente mais chapa. Os estados sem parque instalado embarcam bloco, que é o produto de menor preço por tonelada da tabela. A diferença de preço médio entre estados é, em grande parte, uma diferença de infraestrutura industrial.

a oportunidade, e de quem ela é

Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte embarcam a menos de US$ 450 por tonelada. É onde a distância entre bloco e chapa tem o maior espaço absoluto para ser fechada, e é também onde a decisão não é da empresa isolada: depende de serraria, energia e logística no próprio estado.

ABIROCHAS, Informe 12/2025, exportações de dezembro e balanço do ano.
apara onde vai, em 2025
destinoUS$ milhõesmil toneladasUS$ por toneladado valor exportado
Estados Unidos795,0586,71.35053,9%
China253,6939,527017,2%
Itália115,7181,46407,8%
México54,075,27203,7%
Reino Unido28,362,54501,9%
Espanha22,114,91.4901,5%
Canadá22,112,21.8101,5%
Austrália20,69,02.2801,4%
Emirados Árabes Unidos14,49,61.5101,0%
Polônia12,813,79400,9%
o que o dado diz

Os dez maiores destinos somam 90,7% do faturamento. Estados Unidos e China ocupam as duas primeiras posições em valor por caminhos opostos: a China leva 939,5 mil toneladas, 60% a mais que os Estados Unidos em peso, e paga 20% do preço por tonelada.

o que o preço por destino está medindo

Não é disposição a pagar do comprador: é o produto que sai. Os destinos de preço alto compram chapa acabada; a China compra bloco para serrar lá dentro. A coluna de preço por destino é, na prática, outra forma de ler a mesma tabela de códigos do capítulo anterior.

leitura de amano

Concentração de 53,9% do faturamento em um único destino é a exposição mais relevante da página, e ela não aparece em nenhum indicador do setor. Os cinco destinos entre US$ 1.300 e US$ 2.280 por tonelada somam US$ 872,1 milhões: é ali que o Brasil já provou saber vender caro, e é ali que o repertório de obra e a documentação de origem fazem diferença de preço.

ABIROCHAS, Informe 12/2025, exportações de dezembro e balanço do ano.
preço médio por destino · 2025 · US$ por tonelada

Dez destinos, dez preços.

A Austrália paga US$ 2.280 por tonelada e a China, US$ 270. O material que sai do Brasil em cada direção não é o mesmo produto, ainda que possa ser a mesma rocha.
AustráliaUS$ 2.280
CanadáUS$ 1.810
Emirados Árabes UnidosUS$ 1.510
EspanhaUS$ 1.490
Estados UnidosUS$ 1.350
PolôniaUS$ 940
MéxicoUS$ 720
ItáliaUS$ 640
Reino UnidoUS$ 450
ChinaUS$ 270
ABIROCHAS, Informe 12/2025, exportações de dezembro e balanço do ano.
bo mesmo recorte no primeiro semestre de 2026
destinoUS$ milhõesmil toneladasUS$ por tonelada
Estados Unidos364,2271,31.340
China142,7504,4283
Itália49,974,7668
México27,135,5764
Reino Unido14,028,7488
Canadá10,710,11.059
Austrália10,17,91.278
Polônia8,07,11.127
o que mudou no semestre

O semestre fecha em US$ 705,0 milhões, queda de 4,6% sobre o mesmo período de 2025, com volume praticamente estável, queda de 0,4%. Espanha e Emirados Árabes Unidos saem da lista dos oito maiores; Canadá e Austrália permanecem.

onde a queda se concentra

Os Estados Unidos passam de US$ 795,0 milhões no ano para US$ 364,2 milhões no semestre, ritmo praticamente igual ao de 2025. A Itália desacelera: US$ 49,9 milhões no semestre contra US$ 115,7 milhões no ano cheio anterior.

o que isso exige verificar

Meio ano não define tendência, e o segundo semestre é estruturalmente mais forte que o primeiro, como mostra o capítulo do ritmo do ano. A leitura correta do fechamento de 2026 só será possível em janeiro de 2027.

ABIROCHAS, Informe 07/2026, exportações do primeiro semestre.
08
o mercado interno

Três de cada quatro toneladas produzidas ficam no Brasil.

Uma leitura do setor que só olha exportação descreve um quarto do que acontece. O mercado interno é o principal, e tem geografia e mix próprios.

7,87Mt · 74%mercado interno em 2025

São Paulo responde por 44,0% do consumo nacional. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo somam 21,9%. A região Sul, 14,0%.

2,75Mt · 26%mercado externo em 2025

Mix do consumo interno: granito 37,5%, mármore e travertino 33,9%, quartzito 15,5%.

aconsumo interno de 2025, por recorte geográfico
recortenívelmilhões de m²do consumo nacional
Região Sudesteregião58,966,0%
São Pauloestado39,344,0%
Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Geraistrês estados19,621,9%
Região Sulregião12,514,0%
Norte, Nordeste e Centro-Oestetrês regiões17,920,0%
Brasil89,3100%
o que o dado diz

São Paulo sozinho consome 44,0% da rocha que o Brasil aplica, e a região Sudeste inteira consome 66,0%. Dois em cada três metros quadrados assentados no país estão em quatro estados.

por que a tabela foi reagrupada

A fonte publica quatro linhas em quatro níveis diferentes: um estado, um grupo de três estados, uma região e um grupo de três regiões. Os valores fecham em 89,3 milhões de m², mas São Paulo aparece lado a lado com a região Sul como se fossem recortes equivalentes. O observatório manteve os números da fonte e explicitou o nível de cada linha.

leitura de amano

Consumo e produção não moram no mesmo lugar. O Espírito Santo responde por 78,4% do valor exportado e está dentro do grupo que consome 21,9%. Quem vende para o mercado interno disputa São Paulo; quem produz, está a mil quilômetros de lá. Frete e representação pesam mais na conta do que o setor costuma admitir.

O consumo interno é medido em metros quadrados e a exportação em toneladas, porque é assim que a fonte publica cada um. Os dois recortes deste estudo não se somam.

Nota de leitura da fonte. O PDF da fonte imprime 17,9% na última linha, o que é erro de digitação: 17,9 sobre 89,3 dá 20,0%, e só assim as quatro linhas somam 100%. O observatório publica 20,0% e declara a correção.
bo mesmo material em três posições
na produçãofatia da tonelada extraídano consumo internofatia do metro quadrado assentadona exportaçãofatia do dólar embarcado
Quartzito30,1%15,5%56,9%
Granito31,1%37,5%29,7%
Mármore e travertino26,4%33,9%3,5%
Ardósia3,8%5,0%não publicado

Cada coluna é uma fatia dentro do próprio universo, e os três universos são medidos em unidades diferentes. As colunas não se somam nem se dividem entre si: o que se compara é a posição relativa do material em cada uma, e a barra de cada célula é normalizada dentro da própria coluna. O quartzito da produção soma maciço e foliado, que a fonte publica em linhas separadas. A exportação sai do recorte dos cinco códigos publicados, que cobrem 90,1% do valor, e por isso a ardósia não aparece nele em 2025.

o que o dado diz

Cada material tem uma vocação diferente, e nenhuma das duas tabelas de origem mostrava isso. O quartzito é 30,1% da produção, 15,5% do consumo interno e 56,9% do valor exportado: sai do país. O mármore e o travertino fazem o oposto, 26,4% da produção e apenas 3,5% da exportação: ficam em casa. O granito é o único equilibrado nas três colunas.

por que as vocações divergem

Os dois mercados compram produtos diferentes. A exportação é puxada por bancada e superfície de alto padrão, onde o quartzito brasileiro tem posição consolidada e preço de US$ 2.370 por tonelada em chapa. O consumo interno é puxado por revestimento e piso, onde granito e mármore dominam por preço e por hábito de especificação. E 3,8% do metro quadrado assentado no Brasil é material importado, sobretudo mármore e superfície de quartzo.

leitura de amano

Quem produz quartzito e vende no mercado interno disputa uma fatia de 15,5% com um material que vale três vezes mais quando embarca. Quem produz mármore está no inverso: mercado interno grande, exportação de 3,5%, e um país que ainda importa travertino e mármore para completar a demanda. São duas decisões de portfólio opostas, e nenhuma das duas costuma estar escrita no plano comercial.

cas duas tabelas de origem
Produção de 2025, em milhões de toneladas extraídas
tipo de rochaMtparticipação
granito3,331%
quartzito maciço3,028%
mármore e travertino2,826%
ardósia0,44%
quartzito foliado0,22%
pedra Miracema0,22%
outras0,77%
Consumo interno de 2025, em milhões de metros quadrados
tipo de rochamilhões de m²participação
granito33,537,5%
mármore e travertino30,333,9%
quartzito13,815,5%
ardósia4,55,0%
superfícies de quartzo importadas2,12,4%
mármore importado1,31,5%
outras3,84,3%

As duas tabelas vêm da mesma fonte e do mesmo ano, mas não são lados de uma mesma conta. A da esquerda mede o que sai do chão; a da direita, o que é assentado em obra, incluindo material importado. As linhas não se correspondem: a fonte separa quartzito maciço de foliado na produção e junta os dois no consumo.

ABIROCHAS Informe 01/2026 · série de 2024 no Informe 02/2025 mostra a mesma estrutura
09
o que entra

Um país com 1.200 variedades comprou US$ 44,68 milhões de rocha de fora.

Ter geologia própria não elimina a demanda por geologia estrangeira. É o argumento mais direto contra a ideia de que quem produz não importa.

anoUS$ milhõesmil toneladasUS$ por toneladavariação do valor
202436,0767,57533,8ano-base
202544,6890,35494,5+23,9%
o que o dado diz

A importação cresceu 23,9% em valor e 33,7% em peso. Como o peso cresceu mais que o valor, o preço médio caiu, de US$ 534 para US$ 495 por tonelada. O Brasil importou mais, e mais barato. No primeiro semestre de 2026 já são US$ 19,5 milhões e 44,1 mil toneladas, com 20 estados importando.

o que o Brasil compra fora

O perfil importador é dominado por rochas carbonáticas, sobretudo travertinos e mármores, em formas brutas e processadas. É exatamente o grupo em que a produção brasileira é menor: mármore e travertino são 26% da produção nacional, contra 31% de granito e 28% de quartzito maciço.

o que ainda não sabemos

A liderança de Rondônia entre os estados importadores, à frente de São Paulo em valor e em volume, não tem explicação em fonte publicada. É a pergunta mais interessante em aberto desta página, e o observatório a mantém registrada em vez de preencher com hipótese.

ABIROCHAS, Balanço 2025 e Balanço 2024, compilados da base Comex Stat/MDIC
ade onde vem a rocha importada
país fornecedorUS$ mimil tUS$/t
Turquia12,330,6400
México9,820,9470
Itália5,75,01.140
Espanha2,75,3510
Índia2,45,9370
Egito1,66,3250

A Turquia lidera em volume. A Itália aparece com o maior preço por tonelada da lista, US$ 1.140, que é peça acabada.

bquem importa, por estado
estado importadorUS$ mimil tUS$/t
Rondônia16,438,7420
São Paulo11,117,8630
Santa Catarina5,411,4490
Espírito Santo3,36,4520
Paraná2,12,8760
Minas Gerais1,63,1510
Rio Grande do Sul1,12,0530
Goiás0,92,7340

Rondônia lidera em valor e volume, à frente de São Paulo. É o achado menos intuitivo desta página.

co que o Brasil mais importa
código NCMprodutoUS$ mimil tUS$/t
2515.12.20travertinos em blocos ou chapas brutas18,843,5433
6802.21.00mármores e travertinos em chapas acabadas6,513,3485
6802.91.00mármores e travertinos em chapas acabadas11,419,7579
o que o dado diz

Um único código, o travertino em bloco ou chapa bruta, responde por US$ 18,8 milhões dos US$ 44,7 milhões importados, 42% do total. O restante é mármore e travertino em chapa acabada.

a comparação que fecha o argumento

O Brasil importa travertino bruto a US$ 433 por tonelada e exporta chapa de quartzito a US$ 2.370. Compra matéria e vende produto, no mesmo ano, pelos mesmos portos. É a prova doméstica de que o valor está no estágio, não na origem da rocha.

leitura de amano

A importação de rocha não é ameaça ao produtor brasileiro: é sinal de que a demanda por variedade supera a oferta geológica de qualquer país. O mesmo raciocínio vale ao contrário e é o que sustenta a exportação brasileira para a Itália, que produz mármore e mesmo assim comprou US$ 115,7 milhões do Brasil em 2025.

ABIROCHAS, Balanço 2025 e Balanço 2024, compilados da base Comex Stat/MDIC
10
a leitura

O preço médio é a única alavanca que ainda não foi puxada.

Em oito anos o volume não voltou ao patamar de 2018 e o faturamento cresceu 48,7%. Isso significa que o setor já provou que sabe subir preço. Também significa que o caminho do volume está fechado, e que o próximo ganho vem do mesmo lugar de onde veio o último.

10,9×dentro do próprio Brasil

A chapa de quartzito sai a US$ 2.370 por tonelada e o bloco de granito a US$ 217. Mesmo país, mesmo porto, mesmo ano.

4,2×dentro do mesmo material

O quartzito sai em bloco a US$ 569 e em chapa a US$ 2.370 por tonelada. A diferença é serragem, polimento, classificação e nome.

1,66×na comparação com a Itália

US$ 1.157,40 contra US$ 699,20 por tonelada, sobre volumes praticamente iguais. A Itália importa boa parte da matéria que exporta.

As três distâncias medem a mesma coisa em escalas diferentes, e nenhuma delas é geológica. Fechar qualquer uma não depende de nova jazida nem de nova máquina: depende de nome, origem documentada, ficha técnica, repertório de obra e presença no projeto do arquiteto. É trabalho de marca sobre matéria que já está extraída.

ABIROCHAS, Informe 12/2025 · Centro Studi Confindustria Marmomacchine, 2025.
—leitura

O que este estudo diz sobre a sua empresa.

O setor cresceu 17,5% em faturamento em 2025 com 2,9% de aumento de volume. Quase todo o ganho veio de preço médio. A pergunta que interessa a uma empresa não é qual foi o número do setor, e sim onde o preço médio dela está dentro dessa distribuição, e em qual código fiscal ela embarca.

A conta é feita material a material, comparando a sua série de embarques com a série do setor, e separando o que é mix de produto do que é posicionamento.

Quer a sua série de embarques comparada à do setor, mês a mês e código a código?

análise crítica

O que amano vê daqui.

Leitura independente sobre o que os 102 meses de série mostram, e sobre o que eles não conseguem mostrar.

leitura de amano

O setor cresceu 48,7% em receita desde 2018 embarcando 3,9% menos tonelada. Todo o crescimento é preço. Isso é bom e é frágil pela mesma razão: preço se conquista mais rápido do que volume, e se perde mais rápido também.

A distância entre o Brasil e a Itália não está em transformar ou não transformar. O Informe 12/2025 publica que rocha processada foi 75,47% do faturamento brasileiro de 2025, contra 77,4% da Itália. Os dois países transformam quase na mesma proporção. A diferença está no preço unitário do que se transforma, e isso desloca a pergunta de investimento industrial para posicionamento de material.

o que está funcionando
  • A série mensal está fechada e conferida: 102 meses sem falha, de janeiro de 2018 a junho de 2026, com o vão de dezembro de 2019 localizado no Sindirochas.
  • A decomposição de 2024 para 2025 fecha na quarta casa: preço +14,2% vezes volume +2,9% dá exatamente os +17,5% de valor.
  • O preço médio derivado de 2025, US$ 699,2 por tonelada, reproduz o publicado.
onde está a fragilidade
  • Um único destino responde por 53,9% do faturamento, e é o mesmo que aplicou duas ações tarifárias em julho de 2026.
  • A abertura por material sai de cinco códigos que cobrem 90,1% do valor. Os outros 9,9% não têm rosto.
  • O mercado interno, que é três quartos da produção, é medido uma vez por ano, contra a exportação que é medida todo mês.
a contradição central

O setor comemora recorde de receita no mesmo ano em que embarca menos pedra do que embarcava em 2018.

o que o mercado precisa construir
  1. Medir o mercado interno na frequência em que ele decide Três quartos da produção ficam no país e são lidos uma vez por ano.
  2. Abrir o preço por material, e não só por país O preço por destino mistura cestas diferentes e esconde onde o valor está.
  3. Tratar código fiscal como decisão comercial A chapa e o bloco entram nos Estados Unidos sob regimes diferentes desde julho.
  4. Publicar a série do segundo semestre com a mesma disciplina A comparação de 2026 contra 2025 depende de fechar o ano na mesma régua.
radar
0 a 12 meses
  • O efeito das duas ações tarifárias de julho de 2026 sobre o volume do segundo semestre.
  • O fechamento de 2026 contra os 1.475,8 milhões de dólares de 2025.
1 a 3 anos
  • Se o preço médio sustenta os US$ 699 por tonelada ou se recua com o câmbio.
  • Se a China volta a comprar bloco no ritmo de 2025.
3 a 5 anos
  • Se o país recupera o volume de 2018 sem perder o preço conquistado.
oportunidade, leitura de amano

O crescimento inteiro veio de preço, e preço é uma variável que uma empresa isolada consegue mover. Volume depende de jazida, licença e capacidade instalada. Preço depende de material, nome, documentação e onde a pedra é especificada. É a única alavanca do setor que não exige capital pesado para ser puxada.

onde podemos construir junto

A atuação abaixo deriva das fragilidades apontadas acima nesta mesma página. Não é relação de serviços.

  • Inteligência. Comparar a série de embarques de uma empresa com a do setor, mês a mês e código a código, para separar o que é mix de material do que é posicionamento.
  • Estratégia de portfólio. Ler onde o preço médio da empresa está dentro da distribuição do próprio código fiscal em que ela embarca.

O preço médio é a única alavanca do setor que ainda não foi puxada de propósito.