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observatório · origem, nome e indicação geográfica

carrara não é carbonato de cálcio.

É origem, cultura, arquitetura e desejo. O Brasil tem mais de 1.200 variedades de rocha e cinco indicações geográficas. Este bloco reúne a regra que forma o nome comercial, o caso da primeira denominação de origem de rocha em Minas e o que induz a erro.

INPI · ABIROCHAS · AMIST
faz parte do estudoMateriais/origemeste capítulo preserva o detalhamento e as fontes da arquitetura anterior
01as cinco IGs de rocha
indicaçãoUFanoespécie e materialobservação
Pedra São ThoméMG2024Denominação de Origem · quartzito foliadoa mais recente, e a primeira de rocha em Minas
Pedra CarijóRJSanto Antônio de Pádua · gnaisse
Pedra CinzaRJSanto Antônio de Pádua · gnaisse
Pedra MadeiraRJSanto Antônio de Pádua · gnaisse
Mármore de Cachoeiro de ItapemirimESmármore
INPI, registros de indicação geográfica · 5 das 115 IGs brasileiras são de rocha
leitura

a indicação geográfica é a prova jurídica de uma tese comercial.

São Thomé provou os sete fatores do nexo causal: território, geologia, história, técnica, uso, reputação e governança. Levou 254 anos de história documentada e uma associação organizada para chegar a um registro do INPI.

Cinco em cento e quinze. Esse é o tamanho da lacuna. Cada material brasileiro com origem real e sem nome protegido é uma oportunidade aberta e, ao mesmo tempo, um risco de apropriação por quem chegar primeiro no mercado externo.

Sua associação ou empresa quer avaliar se um material tem caso de indicação geográfica ou de designação governada?

Adriano Tadeu Barbosa · amano · Curitiba
02os sete fatores do nexo causal

O nexo causal é o que transforma um nome em direito. Cada fator responde a uma pergunta que o mercado faz de outro jeito: por que essa pedra, desse lugar, é diferente de qualquer outra igual a ela.

os fatores que compõem o nexo causal de uma denominação de origem
os fatores que compõem o nexo causal de uma denominação de origemdiagrama de cadeia
fatoro que ancoradefiniçãono caso São Thomé
locacionaljazidaO território exato, com balizas geográficas. A faixa SW-NE do sul de Minas onde aflora a sequência quartzítica, entre o Rio do Peixe e o Rio do Cervo.As cinco áreas de lavra nomeadas: Paredão, Chapadão, Coopedra, Carimbado e Gavião. Fora desse perímetro, o nome é ilegítimo.
geológicorochaA gênese e a composição que só existem ali. Grupos Carrancas, São João del Rey e Andrelândia, Proterozoico Médio, 1,2 a 1,7 bilhão de anos.Quartzo 95 a 98%, muscovita 3 a 5%, acessórios abaixo de 1%. Sílica sempre acima de 95%.
tecnológicomaterialO desempenho como prova de origem. Cristais imbricados por contatos interlobados dão coesão maior, e é isso que torna a pedra pouco friável e pouco escamável.É a microtextura formada há 1,5 bilhão de anos explicando por que esta pedra vale mais que a do município vizinho.
históricoculturaA profundidade temporal. Capela de 1770, freguesia em 1840, início do aproveitamento em 1869, exploração comercial nos anos 1940.Foi a arquitetura que criou a marca: as primeiras cargas foram para a Praça Mauá e o Parque Lage, negociadas com Matarazzo e Martinelli.
institucionalgovernançaO arranjo produtivo local e o lastro documental. O APL da Pedra São Thomé foi avaliado em estágio superior ao de outros APLs de quartzito foliado de Minas.Requerimento pela UNIFAL-MG, recurso pela AMIST, estudos técnicos por Cid Chiodi Filho.
ambientallicença socialCinquenta anos de lavra assistemática, primeira licença de operação só em 1995 e transformação gradual a partir da presença da FEAM.Marca de origem exige lastro. Não é selo comprado, é resultado de trinta anos de regularização.
mercadológiconome e marcaO reconhecimento que já existia antes do registro, e a pirataria que o comprovou. Outros quartzitos foliados mineiros passavam-se por Pedra São Thomé.A empresa recorreu ao INPI porque a marca já valia o suficiente para ser roubada.
03de 1770 a hoje
1770
capelaCapela em louvor a São Thomé, junto à gruta com inscrições em forma de letras.
1840
freguesiaO povoado é elevado a freguesia.
1869
primeira lavraInício do aproveitamento dos quartzitos foliados, em área do patrimônio da igreja.
1945
a arquitetura entraJasiel Luz e Cia. negocia as primeiras cargas com Matarazzo e Martinelli, para a Praça Mauá e o Parque Lage.
1962
municípioElevado a município pela Lei Estadual 2.764.
1995
primeira licençaPrimeira licença de operação, para a A. Pelucio, antes mesmo de instituída a AAF.
2000
controle ambientalProjeto Controle Ambiental na Mineração do Quartzito São Tomé, dentro do Projeto Minas Ambiente.
2006
o APL reconhecidoProjeto Detalhamento de APLs de Base Mineral avalia o arranjo em estágio mediano, superior aos demais quartzitos mineiros.
2024
a IG concedida09 de julho de 2024, RPI 2792. Denominação de Origem, o primeiro registro para rocha ornamental em Minas Gerais.
04a regra que forma o nome
regra fundante, a designação comercial tem duas componentes
"A designação comercial de uma rocha ornamental e de revestimento tem duas componentes: a indicação do tipo de rocha e o nome fantasia a ela atribuído (Figura 1). A indicação tipológica traduz o entendimento ou percepção dos produtores/fornecedores sobre a variedade de rocha oferecida ao mercado consumidor." A Figura 1 organiza: DESIGNAÇÃO COMERCIAL = TIPO DE ROCHA + NOME FANTASIA; e, em paralelo, CLASSIFICAÇÃO FISCAL (código tarifário) = TIPO DE ROCHA + TIPO DE PRODUTO.
o nome fantasia original, origem geográfica + cor
"O nome fantasia, originalmente, referia-se ao local de origem e coloração do material, por exemplo, Vermelho Capão Bonito, Verde Candeias, Cinza Mauá, etc."
a ruptura, o nome fantasia deixou de informar procedência de propósito
Diagnóstico central do documento e o trecho mais citável para a tese amano.
recomendação normativa, voltar ao par cor + procedência
Formulação mais explícita da regra desejável de nomenclatura em todo o corpus.
o nome como atributo de especialidade, 'cada rocha tem preço e nome próprios'
Fundamento conceitual de por que o nome importa economicamente.
processamento especial x processamento simples, a categoria que governa metade das designações
"os materiais extraídos em blocos e/ou serrados por teares ou talha-blocos são denominados como rochas de processamento especial. Os materiais que têm seus produtos comerciais elaborados por ferramentas manuais, materiais estes geralmente foliados ou plaquetados/laminados, são denominados rochas de processamento simples".
designações específicas por família
Rochas processadas especiais: "materiais que no geral aceitam polimento e recebem calibração, abrangendo os mármores, granitos, quartzitos maciços e serpentinitos". Rochas processadas simples brasileiras: "quartzitos foliados (pedra São Tomé, pedra Mineira, pedra Goiana, etc.), pedra Cariri, basaltos gaúchos, pedra Paduana ou Miracema, pedra Macapá, pedra Morisca". "As ardósias recebem designação específica, sendo os nomes comerciais diferenciados pela cor da rocha. Os serpentinitos têm seus produtos comercializados sob a designação de mármores verdes."
designação enganosa (1), a apropriação do nome 'são tomé'
Registro, já em 2009, do problema que a IG de 2024 viria resolver.
designação enganosa (2), quartzitos e metaconglomerados vendidos como 'granito'
{"item": "DESIGNAÇÃO ENGANOSA (2), quartzitos e metaconglomerados vendidos como 'granito'", "citacao": "\"Da mesma forma, vários quartzitos e metaconglomerados silicosos, que conforme referido constituem rochas metamórficas de derivação sedimentar, ainda são incorretamente chamados de granitos.\"", "consequencia": "Esta designação enganosa tem consequência fiscal direta e mensurável, ver seção ncm_classificacao_fiscal, item sobre a perda do SGP dos EUA."}
designação enganosa (3), a formulação mais forte do problema, e a solução
{"item": "DESIGNAÇÃO ENGANOSA (3), a formulação mais forte do problema, e a solução", "citacao": "\"Por razões mercadológicas, por vezes uma mesma rocha recebe diferentes designações comerciais e, outras vezes, várias rochas adotam a mesma designação. Pelas características tecnológicas diferenciadas, além de outros atributos mencionados, muitas rochas quartzíticas foliadas tentam se passar como Pedra São Thomé, apresentando-se com a mesma designação comercial. A verdadeira Pedra São Thomé... acabou assim se tornando um branding ou marca, indevidamente utilizada por outros quartzitos foliados brasileiros e especialmente de Minas Gerais. De fato, a Pedra São Thomé é um material diferenciado t
'exóticas' e 'superexóticas', uma designação comercial que já virou marca-país
{"item": "'EXÓTICAS' e 'SUPEREXÓTICAS', uma designação comercial que já virou marca-país", "citacao": "\"Os materiais silicáticos e silicosos, por exemplo, designados exóticos e superexóticos, já constituem uma marca brasileira no mercado internacional.\"", "leitura_amano": "Prova de que o mercado internacional JÁ reconhece uma assinatura brasileira, mas hoje ela está codificada num adjetivo genérico ('exótica'), não em nomes de origem. É a marca-país existindo sem gestão."}
inventário de nomes comerciais citados nos documentos
{"item": "INVENTÁRIO DE NOMES COMERCIAIS CITADOS NOS DOCUMENTOS", "granitos_lato_sensu": ["Vermelho Capão Bonito", "Cinza Mauá", "Branco Ceará", "Verde Ubatuba", "Labrador", "Pavão", "Preto São Gabriel", "Azul Bahia", "Ás de Paus", "Copacabana", "CD", "Black Taurus", "Blue Wave", "Golden Thunder", "Verde Candeias"], "pegmatitos": ["Delicatus Bianco", "Splendor White", "Everest"], "xistos": ["Matrix", "Meteorus"], "marmores": ["Branco Paraná", "Cachoeiro White", "Branco Michelangelo", "Calacatta"], "travertinos": ["Bege Bahia", "Marta Rocha"], "calcarios": ["pedra Cariri", "Mont Charmot", "Crema Atlântico", "Crema Striato"], "quartzitos_macicos": ["Azul Macaúbas", "Azul Imperial", "Nacarado",
05a indicação geográfica em detalhe
o fato, o que foi concedido, a quem e por quem
O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) concedeu registro de Indicação Geográfica (IG) na espécie DENOMINAÇÃO DE ORIGEM (DO) para o quartzito São Thomé. Requerente: AMIST, Associação das Micro e Pequenas Empresas Mineradoras, de Beneficiamento, Comércio, Prestadoras de Serviços, Transportadores e Exportadores de Quartzito e Sílicas da Região de São Thomé das Letras. É o PRIMEIRO registro de IG para rocha ornamental em Minas Gerais.
a data e o objeto exato do registro
Publicação na Revista da Propriedade Industrial (INPI), edição de 09 DE JULHO DE 2024, n. 2792, p. 40-54, Seção IV 'Indicações Geográficas'.
o regulamento de uso
"Nessa mesma edição foi também publicado Regulamento de Uso da IG/DO da Região Pedra São Thomé, elaborado pela AMIST." O documento NÃO transcreve o conteúdo do Regulamento de Uso, informa apenas sua existência, autoria (AMIST) e veículo/data de publicação (RPI n. 2792, 09.07.2024, p.40-54).
quem conduziu o projeto
Coordenadora do projeto da IG/DO da Região Pedra de São Thomé: Anna Flávia Lourenço Esteves Martins, analista de sistemas da Connections Tecnologia. Participação da geógrafa Nádia Pereira Daian. O requerimento original foi elaborado pela UNIFAL-MG (Universidade Federal de Alfenas); a peça recursal foi da AMIST. O geólogo Cid Chiodi Filho, consultor da ABIROCHAS, contribuiu com os estudos que sustentaram o Nexo Causal.
a controvérsia e o conceito decisivo, o nexo causal
A concessão superou uma controvérsia. O critério jurídico decisivo foi a demonstração do NEXO CAUSAL entre o meio geográfico e as qualidades ou características do produto na área demarcada.
território delimitado, a geografia exata
A faixa alongada SW-NE na região Sul de Minas Gerais onde aflora a sequência quartzítica. BALIZAS: a sudoeste o RIO DO PEIXE; a nordeste o RIO DO CERVO. Em sua porção intermediária abrange a área urbana de São Thomé das Letras.
as cinco áreas de lavra nomeadas
As características tecnológicas são "especificamente atribuídas à Pedra São Thomé e somente reportáveis aos materiais extraídos nas áreas denominadas PAREDÃO, CHAPADÃO, COOPEDRA, CARIMBADO e GAVIÃO, contiguamente à cidade de São Thomé das Letras". O Fator Geológico repete a mesma lista, situando-as "contiguamente a sudoeste e nordeste da cidade de São Thomé das Letras".
municípios, o que o documento efetivamente afirma
O documento é explícito quanto à concentração municipal: "Também de acordo com o referido projeto, suas atividades de lavra concentram-se no município homônimo (São Thomé das Letras)." O único município nomeado como sede da atividade lavrada sob a IG é SÃO THOMÉ DAS LETRAS (MG). Municípios historicamente relacionados (não parte da delimitação): Baependi, São João del Rey e Lavras, aos quais o povoado de São Thomé se integrou alternadamente a partir de 1840, antes de virar município.
nexo causal, fator histórico (a camada de cultura)
1770: construção de uma capela em louvor a São Thomé por João Francisco Junqueira, nascido em Portugal e estabelecido na Fazenda Campo Alegre, a pedido do Padre Francisco Alves Torres, nas proximidades da gruta onde teria sido encontrada uma imagem de São Thomé, imagem possivelmente deixada pela expedição de Fernão Dias, que passou pela região à procura de ouro em finais do século XVII. A expressão 'das Letras' parece dever-se a inscrições em forma de letras gravadas no interior da gruta. 1840: povoado elevado a freguesia. 1962: elevado a município pela Lei Estadual nº 2.764, de 30.12.1962, ratificada em 30.08.1966. 1869: início da atividade de aproveitamento de quartzitos foliados, em área do patrimônio da igreja contígua ao povoado (embora os quartzitos já fossem usados para moradias e para a própria igreja matriz desde o século anterior). Segunda metade da década de 1940: exploração comercial sistemática vislumbrada pelo engenheiro Jasiel de Cerqueira Luz, funcionário do serviço público federal, e iniciada pela empresa Jasiel Luz e Cia. Ltda., que arrendou da Diocese de Campanha a área do patrimônio da igreja, onde hoje trabalham os filiados da Coopedra.
nexo causal, fator tecnológico (o desempenho como prova de origem)
Rochas metamórficas de origem sedimentar, essencialmente silicosas (quartzosas), idade meso-proterozoica (~1,4-1,7 bilhão de anos). Isorientação de mica branca forma foliação bem desenvolvida com planos preferenciais de delaminação que permitem extração direta de placas nas frentes de lavra. Composição: quartzo 95-98%, mica branca 2-5%, turmalina acessória (<1%), rara clorita, epidoto, zircão e rutilo.
nexo causal, fator geológico (a jazida propriamente dita)
Sequências metassedimentares aflorantes em faixas de dobramento do sul de MG, idades do Proterozoico Médio (~1,2-1,6 bilhão de anos), unidades dos grupos CARRANCAS, SÃO JOÃO DEL REY e ANDRELÂNDIA. Petrografia: textura granoblástica, dominância total de quartzo (95-98%) e muscovita (3-5%) responsável pela foliação; acessórios <1% (turmalina, opacos, hidróxidos de ferro); raros clorita, epidoto, zircão, rutilo, caulinita. Geoquímica: SiO2 sempre >95%, máximo 98,2%; Al2O3 de 1,1% a 2,1%; K2O entre 0,22% e 0,71%. Fonte do mapa geológico: CHIODI FILHO, RODRIGUES & ARTUR, 2005.
nexo causal, fator institucional (o apl e o lastro documental)
A especificidade geográfica, geológica, tecnológica e mercadológica em espaço físico bem definido configura um ARRANJO PRODUTIVO LOCAL (APL). Pelo Projeto Detalhamento de APLs de Base Mineral (2006), o APL da Pedra São Thomé estava em estágio mediano de desenvolvimento (base produtiva, catalisadores, cooperação entre empresas, tecnologia de produção e produtos, inovações), "superior ao de outros APLs de quartzitos foliados de Minas Gerais, como Alpinópolis, Ouro Preto, Diamantina e Luminárias".
nexo causal, fator ambiental (a licença social)
De meados dos anos 1940 até meados dos 1990, 50 anos, a extração foi "realizada de forma aleatória e assistemática, resultando num quadro de elevados impactos ambientais. A maioria das mineradoras operava ilegalmente, não havia controle ambiental". Práticas comuns: disposição desordenada de estéril e rejeitos lançados em talvegues e drenagens naturais, assoreando-os; ineficiência da lavra; não recuperação de áreas degradadas. A partir dos anos 1980 (leis ambientais) e especialmente de 1992/1993 (presença da FEAM em São Thomé das Letras), transformação gradual e continuada. PRIMEIRA LICENÇA DE OPERAÇÃO: 1995, para a empresa A. Pelucio Comércio e Exportação Ltda. antes mesmo de instituída a AAF (Autorização Ambiental de Funcionamento). Trabalhos pioneiros da FEAM: lavra planejada, áreas para pilhas de rejeito, sistemas de drenagem, bacias de contenção de finos, muros de proteção na base das pilhas, "um dispositivo eficiente de controle ambiental, que tem reduzido significativamente o assoreamento dos cursos d'água e evitado o avanço das pilhas em APPs". Também: planejamento e segurança do plano de fogo, com horários pré-estabelecidos para detonações. Em 2000 iniciou-se o Projeto Controle Ambiental na Mineração do Quartzito São Tomé, integrado ao Projeto Minas Ambiente.
efeito econômico, diversificação de produto e agregação de valor
PRODUTOS PRINCIPAIS: lajotas de corte manual (bordas rugosas) e de corte serrado (bordas lisas), ambas com superfícies naturais de delaminação; cacos ou cavacos (poliedros irregulares) "muito demandados para a composição de revestimentos em áreas externas, em montagens do tipo 'opus incertum' e 'palladiana'". A introdução de PRENSAS hidráulicas e mecânicas no beneficiamento "permitiu a diversificação de produtos comerciais, a melhoria do índice final de aproveitamento mínero-industrial, com elaboração de cubetes, pavês e filetes", com prensas nacionais reutilizadas (mecânicas/excêntricas e hidráulicas) que reduziram custos e permitiram aproveitar parcialmente o 'pedrão' (peças mais espessas), cortando espessuras de até 15 cm. Também introduzidos: fornos, cortadeiras para mosaicos, máquinas de tamboramento, calibradoras, politrizes e acabadoras de borda.
contexto, a pedra são thomé no conjunto das igs brasileiras
Segundo a Agência Sebrae de Notícias (ASN), citada no Informe: "a Pedra São Thomé é reconhecida como a mais nova IG brasileira. Com esse reconhecimento, o Brasil chega à marca de 115 Indicações Geográficas registradas de produtos únicos. Antes da Pedra São Thomé, o INPI já havia concedido esse registro também às pedras Carijó, Cinza e Madeira, todas do Rio de Janeiro, e ao mármore de Cachoeiro de Itapemirim (ES)."
expectativa oficial de efeito econômico
{"item": "EXPECTATIVA OFICIAL DE EFEITO ECONÔMICO", "citacao": "Hulda Giesbrecht, analista de inovação do Sebrae Nacional: \"O estado de Minas Gerais é mundialmente conhecido pela sua riqueza mineral, fator que deu origem a sua denominação. O novo reconhecimento do INPI vai valorizar ainda mais a Pedra São Thomé, que tem qualidades únicas, além de contribuir para sua promoção no mercado brasileiro e internacional.\""}
a categoria técnica que a ig protege, 'rocha de processamento simples'
{"item": "A CATEGORIA TÉCNICA que a IG protege, 'rocha de processamento simples'", "citacao": "\"A Pedra São Thomé, como quartzito foliado, representa um exemplo clássico de 'rocha de processamento simples', utilizada como material de ornamentação e revestimento, cuja designação comercial é reportada a sua área de procedência. As rochas de processamento simples abrangem os materiais lavrados e beneficiados por ferramentas manuais, aproveitando superfícies preferenciais de delaminação proporcionadas por estruturas plano-paralelas de foliação/xistosidade, em peças sem acabamento de face.\"", "leitura_amano": "Repare: a definição técnica já embute a regra de nomenclatura, 'cuja designação com
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