atlas · territórios e clusters · agosto de 2026
Onde a matéria começa, onde ela vira produto, e de onde ela sai.
A China da carteira amano não está distribuída pelo país. Ela está em oito aglomerações, e cada uma responde por uma etapa da cadeia. Este atlas mapeia as duas geografias que o observatório usa: a editorial, dos vinte territórios, e a física, dos clusters produtivos.
precisão cartográfica
Este atlas mostra cidade e província, que é o nível em que a evidência existe. Nenhuma coordenada de fábrica ou de escritório foi inferida.
status editorial
série parcial
fonte
Base do observatório · 511 relações de território · 111 fichas de empresa
tese
A geografia explica o preço. Um fabricante de luminária em Guzhen, um de cerâmica em Foshan e um estúdio de projeto em Hangzhou não competem no mesmo mercado, mas dependem uns dos outros. Entender a distância entre eles é entender o custo de qualquer operação chinesa.
o mapa
A base do observatório cabe em sete províncias
Cada província é pintada pela quantidade de fichas de empresa que declaram cidade-sede ali. Província sem cor não é província com zero: é província onde a base ainda não tem ficha com cidade declarada.
A leitura. Das 35 unidades desenhadas, 7 têm ficha. Guangdong lidera com 35, seguida de Pequim com 22 e Zhejiang com 19. Somadas, as três respondem por 76 das 98 fichas com cidade declarada. O interior e o oeste, que é justamente onde o catálogo chinês de indústrias incentivadas concentra o benefício fiscal, estão vazios na nossa base.
Como a cidade virou província
A base registra cidade-sede, não província. A agregação abaixo é uma normalização declarada, não um dado da fonte: cada cidade foi atribuída à sua unidade administrativa de primeiro nível. A tabela existe para que a operação seja auditável, e para que quem discordar de uma atribuição saiba exatamente onde discordar.
Nota metodológica · a base cartográfica é o pacote aberto china-geojson, usado sem alteração de fronteiras. Um contorno desenhado no mapa não é uma afirmação do observatório sobre jurisdição. A jurisdição é registrada campo a campo na tabela entity_classification, com cinco valores, e é lá que ela deve ser lida.
| Província | Fichas | Cidades agregadas |
|---|---|---|
| Guangdong 广东 | 35 | Dongguan, Foshan, Guangzhou, Shenzhen, Zhuhai |
| Pequim 北京 | 22 | Beijing, Pequim, Pequim (sede) |
| Zhejiang 浙江 | 19 | Hangzhou, Shaoxing |
| Xangai 上海 | 17 | Shanghai, Xangai, Xangai (sede) |
| Jiangsu 江苏 | 3 | Suzhou |
| Fujian 福建 | 1 | Xiamen |
| Shandong 山东 | 1 | Qingdao |
clusters
Oito aglomerações que sustentam a carteira
Não são regiões administrativas. São concentrações produtivas com especialização declarada, e cada uma corresponde a uma rota de visita.
Foshan e Guangdong
cerâmica, sanitários, mobiliário e eletrodoméstico
A província concentra a maior densidade de fabricantes da carteira. Dongpeng, Monalisa, Oceano, Gani e Arrow estão a menos de uma hora entre si.
BT02
Hangzhou e Zhejiang
plataforma, design autoral e mobiliário
Onde a economia de plataforma encontra o estúdio de autor. Alibaba, Kujiale, line+ e Riqing dividem o mesmo raio.
BT01
Xangai
projeto, varejo, luxo e hotelaria
A cidade de maior densidade da base. Sede de escritórios, feiras, marcas de luxo e operadoras hoteleiras.
BT01
Shenzhen
hardware, interiores comerciais e smart home
O maior conjunto de escritórios de interiores comerciais do país, ao lado da indústria de hardware.
BT02
Zhongshan e Guzhen
iluminação
O cluster de luminária mais concentrado do mundo. É a origem dos 81,85% de participação chinesa na importação brasileira de luminárias.
—
Pequim
arquitetura autoral, política e mídia
Os escritórios de autor e os órgãos que definem a norma ocupam a mesma cidade.
BT03
Suzhou e Jiangsu
fit-out, robótica doméstica e patrimônio
Gold Mantis, Ecovacs e Dreame, mais o repertório de jardim clássico que alimenta o repertório contemporâneo.
BT01
Chengdu e o oeste
arquitetura rural, patrimônio e turismo
Onde a arquitetura chinesa contemporânea foi buscar tema. Jiakun Architects e o eixo de reuso rural.
BT05
Nota metodológica · a atribuição de setor a cluster vem das fichas de empresa da base, que registram cidade-sede. Não é levantamento censitário do cluster, é o retrato do que o observatório mapeou até agora.
leitura
A concentração urbana da base
quatro cidades concentram a maior parte das fichas.
empresas por cidade-sede declarada · base do observatório · agosto de 2026
A leitura. A distribuição espelha a especialização: Shenzhen e Guangzhou puxam hardware e interiores comerciais, Hangzhou puxa plataforma e autoria, Foshan puxa material. Cidades com uma ou duas fichas indicam cobertura incompleta, não ausência de indústria.
tabela
| Cidade | Fichas |
|---|---|
| Pequim | 18 |
| Hangzhou | 18 |
| Foshan | 13 |
| Xangai | 12 |
| Shenzhen | 12 |
| Guangzhou | 6 |
| Shanghai | 4 |
| Suzhou | 3 |
| Dongguan | 3 |
| Beijing | 3 |
| Zhuhai | 1 |
| Xiamen | 1 |
| Xangai (sede) | 1 |
| Shaoxing | 1 |
| Qingdao | 1 |
| Pequim (sede) | 1 |
A geografia que o observatório ainda não cobre
Chengdu, Xian, Chongqing e o nordeste industrial aparecem com uma ou duas fichas cada. Não é que não haja indústria ali: é que a cobertura seguiu o eixo costeiro, que é onde a exportação acontece.
Isso importa porque o catálogo chinês de indústrias incentivadas dá imposto de renda reduzido e terra mais barata exatamente no Oeste. A geografia do incentivo é a inversa da geografia da nossa base.
a geografia editorial
Vinte territórios, quatro modos de existir
dois territórios ainda não sustentam página própria.
entidades por território · em dourado, os que estão abaixo de quatro entidades
Como ler. Território com três ou menos entidades recebe estado sem série e não é publicado como capítulo. Entre quatro e onze, estado parcial. De doze em diante, confirmado.
tabela completa, 20 territórios
| ID | Território | Macrocamada | Entidades | Estado |
|---|---|---|---|---|
| T04 | China Design | a China que cria | 78 | confirmado |
| T10 | China Consumer | a China que vive | 52 | confirmado |
| T02 | Contemporary Chinese Culture | a China que vive | 50 | confirmado |
| T20 | Architecture China | a China que cria | 37 | confirmado |
| T05 | China Home | a China que vive | 36 | confirmado |
| T12 | China Hospitality | a China que vive | 34 | confirmado |
| T07 | Furniture China | a China que cria | 32 | confirmado |
| T06 | Material China | a China que cria | 29 | confirmado |
| T09 | AI China | a China que cria | 29 | confirmado |
| T08 | China Innovation | a China que cria | 26 | confirmado |
| T11 | Digital China | a China que influencia | 25 | confirmado |
| T16 | Craft + Heritage | a China que cria | 17 | confirmado |
| T15 | China Luxury | a China que influencia | 13 | confirmado |
| T14 | Silver China | a China que vive | 12 | confirmado |
| T13 | China Wellness | a China que vive | 11 | parcial |
| T17 | China Cities | a China que vive | 10 | parcial |
| T19 | China x Brazil | a China que negocia | 9 | parcial |
| T03 | New Chinese Aesthetic | a China que cria | 7 | parcial |
| T18 | China Outbound | a China que influencia | 3 | sem série |
| T01 | China Pulse | a China que vive | 1 | sem série |
rotas
Cinco business trips, cinco recortes de geografia
Cada rota amarra clusters a um tema. A aderência entre evento, lugar e rota é registrada com três níveis, para não fingir que uma feira em Xangai é parada de uma viagem ao Delta do Rio das Pérolas.
| ID | Rota | Geografia | Foco |
|---|---|---|---|
| BT01 | China Design Journey | Shanghai + Hangzhou | design, marcas, galerias, interface global |
| BT02 | China Tech Journey | Shenzhen + Guangzhou | hardware, smart home, robotica, prototipagem |
| BT03 | China Material Journey | clusters industriais e materiais | pedra, ceramica, vidro, iluminacao, ferragens |
| BT04 | China Hospitality Journey | hospitality e lifestyle | hotel, wellness, retail, food |
| BT05 | China Craft Journey | Jingdezhen + Suzhou + heritage | oficio, ceramica, seda, patrimonio |
método
A regra de precisão deste atlas
A precisão visual nunca pode ultrapassar a precisão da evidência. Se a base sabe a província, o atlas mostra a província. Se sabe a cidade, mostra a cidade. Nenhum ponto de fábrica, jazida ou escritório foi inferido a partir de nome de empresa ou de endereço aproximado.
Por isso este atlas não tem mapa de pontos. O mapa é coroplético por província, que é o nível em que a informação é verdadeira depois de uma normalização declarada. Um mapa com pinos de fábrica seria mais atraente e menos honesto: daria a impressão de que sabemos onde fica cada galpão, e não sabemos.
A escala de cor tem cinco degraus e é calculada em raiz quadrada do valor, não linear, porque Guangdong com 35 fichas achataria todas as outras numa escala linear. Província sem ficha recebe a cor neutra da superfície, nunca o primeiro degrau da escala, para que ausência não seja lida como valor baixo.